Controle Financeiro

Como Sair das Dívidas: 7 estratégias para retomar o controle financeiro e alcançar a liberdade econômica

Equipe Conta Azul Equipe Conta Azul | Atualizado em: 05/07/2023 | 10 mins de leitura

Sobre o que estamos falando?

  • A inadimplência vem aumentando no Brasil, afetando diretamente famílias e empresas;
  • Pequenos empreendedores são os mais impactadospela crise e têm mais dificuldade em quitar as dívidas;
  • Conheça estratégias que podem ajudar a acabar com o problema.

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A gente sabe que não está fácil para ninguém! De acordo com o Serasa, em maio de 2023, mais de 71 milhões de brasileiros estavam inadimplentes — o que representa um crescimento de 463 mil em comparação a abril, significando um aumento grande e rápido no endividamento da população.

As dívidas têm impactado famílias e empresas e, para quem é empreendedor, a corda estoura para os dois lados. Mas calma! Vamos te ajudar com dicas para sair dessa, ensinando formas de organizar as finanças da sua empresa para não deixar as contas acumularem.

Confira o que você lerá a seguir:

Boletos e contas de dívidas empilhados.

Como as dívidas se acumulam?

Uma das principais razões pelas quais as pessoas (e as empresas) ficam no vermelho é a falta de planejamento. Sem organização, é difícil manter o controle financeiro, e então podemos acabar gastando mais do que deveríamos sem nem perceber.

Para conseguir pagar todas as contas em dia, muita gente apela a empréstimos. Porém, com as taxas de juros altíssimas, pode ser que a médio e longo prazo se torne difícil honrar com as parcelas, gerando um efeito de bola de neve, que faz a situação piorar e se afundar cada vez mais.

Se ver endividado pode ser motivo de muita angústia, mas é preciso manter a calma e saber que sempre há uma solução.

7 dicas de como sair das dívidas

Vamos mostrar, a seguir, uma lista com 7 dicas de como contornar essa situação, limpar seu nome, equilibrar as finanças do seu negócio e poder finalmente ficar tranquilo pensando em como prosperar a empresa ao invés de como bancar os boletos do mês. No final, ainda tem um bônus imperdível!

Vem com a gente!

1. Saiba o valor real das suas dívidas

Não tem jeito: você precisa mesmo colocar tudo na ponta do lápis. O primeiro passo para sair das dívidas é entendê-las por completo, anotando cada uma e informando sobre o valor de cada uma, a taxa de juros, se permite ou não amortização etc.

Pense nesse primeiro passo como uma grande faxina, como se você estivesse colocando um armário em ordem. Antes de mais nada, é preciso esvaziar o móvel e organizar as roupas para depois colocá-las de volta no devido lugar, certo?

Liste as dívidas em uma ordem de prioridade que considere qual tem a taxa de juros mais alta, qual tem o maior atraso, qual tem o maior valor etc. Isso vai ajudar a escolher qual pagar primeiro, já que o “ataque” às dívidas será feito em partes.

Depois, some todas as suas dívidas para entender o valor total da sua inadimplência — mas não se desespere caso se depare com um valor alto.

Afinal, a maior parte deste valor são os juros, que podem ser renegociados e até cortados com a antecipação das parcelas ou a quitação total do empréstimo ou saldo devido.

Conseguir enxergar com clareza o quanto se está devendo também ajuda a compreender quanto da sua renda mensal (ou da renda da sua empresa) pode ser usado para pagar as dívidas sem comprometer seu planejamento financeiro.

Depois de anotar todas as suas dívidas, anote também todos os seus ganhos e gastos, entendendo para onde vai seu dinheiro todo mês. Faça o mesmo com as contas da sua empresa.

2. Economize cortando gastos e despesas desnecessários

Ao entender quais são seus gastos mensais, é possível definir quais deles são essenciais e quais poderiam ser cortados. Dessa forma, você pode eliminar algumas contas, por exemplo: é mesmo necessário assinar mais de um serviço de streaming de filmes e seriados?

Também dá para reduzir custos mesmo que sejam contas essenciais. Pense na conta de luz; evitar desperdício vai diminuir seu custo mensal. E na alimentação: cozinhar e comer em casa, enquanto pede menos deliveries, ou vai menos a restaurantes, também já é o suficiente para diminuir significativamente esse custo.

Na empresa, deve-se seguir essa mesma lógica: economizar recursos naturais como água, luz e gás vai fazer bem para o meio ambiente e também para o seu bolso.

Quer um exemplo? Que tal evitar ao máximo imprimir coisas em papel, diminuindo assim os custos com energia elétrica, tinta para impressora, manutenção das máquinas, papel sulfite, reciclagem e demais gastos associados, além de priorizar a comunicação por escrito em canais gratuitos ao invés de fazer ligações pagas?

Também é possível pesquisar e negociar para baratear insumos, diminuindo seus custos de produção, mudar a empresa de local buscando por um aluguel mais em conta etc.

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3. Separe suas finanças pessoais das finanças da sua empresa

Esse é um dos principais problemas dos pequenos empreendedores, mas mesmo empresas de médio porte podem acabar se deparando com essa dificuldade — principalmente em casos de gestão familiar.

No entanto, separar as finanças pessoais das profissionais é o primeiro passo para colocar as contas em ordem, sendo uma medida extremamente necessária.

Confira o passo a passo para conseguir separar suas finanças pessoais das finanças da sua empresa:

  • Tenha um limite para gastos e determine qual será sua retirada mensal, ou seja, defina um salário e seja rígido para não pegar mais do que este valor a cada mês. Essa remuneração do empresário (e dos seus sócios) também é conhecida como pró-labore. Dessa forma, você não vai usar recursos da empresa para pagar despesas pessoais.

  • Abra uma conta de pessoa jurídica para a sua empresa e use sua conta do banco de pessoa física apenas para gastos pessoais. Assim, você literalmente estará separando as finanças e poderá ver com muito mais clareza os gastos de cada uma acompanhando seu extrato.

  • Monte um bom planejamento financeiro tanto para a sua casa quanto para o seu negócio, considerando todas as despesas e faturamentos.

4. Aprenda a negociar

Renegociar as dívidas é um passo muito importante para conseguir honrar com as parcelas e diminuir juros abusivos — que, muitas vezes, são os responsáveis por tornar o valor devido bem maior, chegando a custar até o triplo do que era inicialmente.

Neste momento, procure seu credor, exponha sua situação e mostre que está disposto a quitar a dívida e honrar com seu compromisso, mas peça ajuda para que as parcelas caibam no seu orçamento. 

Afinal, depois de ter feito os três passos acima, você já saberá o valor real de todas as suas dívidas e terá clareza do seu planejamento financeiro para entender se a proposta cabe ou não no seu bolso a médio e longo prazo, sem comprometer sua saúde financeira.

Acredite: entrar em acordo e receber é mais vantajoso para a empresa ou banco para quem você está devendo, então a negociação irá beneficiar os dois lados. Mas, para poder negociar e argumentar de forma embasada, você tem que chegar preparado, já com a casa em ordem, como ensinamos anteriormente.

Você pode pedir uma diminuição da taxa de juros, amortização de parcelas, maior prazo para pagamento ou até um desconto para quitar tudo de uma vez.

5. Peça ajuda profissional

O contador pode se tornar o seu maior aliado na hora de sair das dívidas e montar um planejamento financeiro que você vai conseguir seguir, mantendo-se dentro do orçamento.

Isso vale tanto para as finanças pessoais quanto para as contas da sua empresa, já que o contador também sabe melhor do que ninguém lidar com os impostos, que podem ser bem complexos em um país como o Brasil.

Com a ajuda desse profissional, é possível até enquadrar o negócio no regime financeiro que for mais econômico, pagando menos impostos e diminuindo mais uma despesa (além de evitar o esquecimento de algum tributo e os gastos com juros e multas).

6. Faça renda extra

A sua empresa pode ganhar mais aumentando as vendas de produtos e serviços e reduzindo despesas. Nesse sentido, vale pensar em ações para aumentar o ticket médio do negócio, ou seja, aumentar o valor gasto pelo cliente a cada compra ou contratação de serviço.

Isso pode ser feito aumentando o valor cobrado, que deve estar sempre alinhado à inflação e à média de mercado (avalie se está cobrando menos do que deveria), ou realizando promoções como frete grátis a partir de um determinado valor, brindes, programas de fidelidade, descontos progressivos etc. Assim, quanto mais o cliente comprar, mais benefícios ele terá, gerando uma situação de ganha-ganha.

No âmbito pessoal, a renda extra pode vir da venda de produtos, alimentos, roupas em bom estado que não usa mais, algum trabalho complementar nas horas vagas, consultorias, aulas particulares, mentorias etc.

7. Mantenha o fluxo de caixa em dia

O fluxo de caixa é uma das principais ferramentas para uma boa gestão empresarial. Afinal, com ele, você tem clareza de tudo que entra e sai nas finanças do negócio, tendo mais precisãono controle dos seus ganhos e gastos.

Depois da falta de planejamento financeiro, o mau controle do fluxo de caixa é a principal razão dos descontroles financeiros das empresas.

Ele precisa estar sempre atualizado, sendo alimentado diariamente, para que se possa entender a verdadeira situação das finanças do negócio e poder, assim, tomar decisões embasadas e certeiras.

Com o fluxo de caixa é possível perceber, por exemplo, qual seria o valor possível de ser usado todo mês para pagar as prestações da dívida sem prejudicar o orçamento da empresa.

Dica bônus: monte sua reserva de emergência

Além das dicas acima, saiba que, por mais que você se planeje, imprevistos acontecem.

Imagine que um maquinário da sua produção quebrou, ou um colaborador precisa ser demitido, incluindo todas as despesas com sua rescisão, ou uma matéria-prima essencial para o seu negócio teve um aumento brusco de valor.

Nessas horas, é preciso ter uma reserva de emergência para dar conta de bancar a despesa inesperada sem causar prejuízo às finanças do negócio.

Como o próprio nome já diz, é um dinheiro separado para ter segurança em momentos de problemas que não estavam nos seus planos, evitando que a surpresa desagradável se torne uma questão ainda maior para a empresa.

Mas não basta apenas separar uma quantia aleatória de dinheiro. Para montar sua reserva corretamente, é preciso considerar as necessidades do seu negócio, a realidade do seu mercado, a situação financeira da empresa e antecipar quais emergências poderiam vir a impactá-la. 

Para continuar aprendendo e sair das dívidas, veja nosso guia de como montar a reserva de emergência da sua empresa e esteja preparado para manter uma gestão financeira eficiente, evitando prejuízos!

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