[Planilha] Reajuste de contrato de prestação de serviços

0 Comentários Publicado:  Assunto: Controle Financeiro, Gestão e Negócios

Reajuste de contrato de prestação de serviços

O reajuste de contrato administrativo é um dos pontos mais sensíveis na relação que se estabelece entre clientes e prestadores de serviços. Por mais claras que sejam as taxas aplicadas e ainda que os índices aplicados sejam previstos em contrato, nem sempre a modificação é bem recebida.

Mas dá para aumentar preços sem que isso represente descontentamento, diminuição do ticket médio e consequente queda nas receitas. Neste artigo, vamos abordar o assunto e apresentar uma exclusiva planilha para organizar os reajustes em seus contratos. Conecte-se a seus clientes  Ganhe produtividade em seu escritório com a integração contábil do ContaAzul  para Contadores Quero mais produtividade

Por que os custos aumentam?

Todo reajuste de preços ocorre em virtude de um fenômeno macroeconômico muito conhecido, que é a famosa inflação. Trata-se da tendência que os preços em geral têm a aumentar, com causas que variam da adequação entre oferta e demanda até fatores difíceis de medir.

Um exemplo disso é quando preços são majorados apenas em caráter “preventivo”. A empresa acredita que o concorrente vai aumentar seus preços e acaba precificando antecipadamente, numa espécie de guerra psicológica. A percepção do mercado, embora seja um elemento subjetivo, influencia no ritmo em que o custo de vida aumenta.

No entanto, os motivos que levam ao crescimento da inflação são em sua maioria concretos. Governos que gastam mais do que arrecadam contribuem decisivamente para isso, Da mesma forma, empresas de um mesmo setor podem estabelecer políticas para controlar os preços e desanimar a concorrência.

Valores cobrados por aluguéis, por exemplo, também podem empurrar a inflação para cima. Como são reajustados com base em índices inflacionários do exercício passado, tendem a forçar a readequação de uma série de outros setores.

Como em um efeito cascata, o aumento no custo da locação reflete em quem depende do aluguel para viver ou abrigar suas atividades produtivas. Por essas e outras, modalidades como o escritório virtual vêm ganhando força como opção barata de ocupação de espaços corporativos.

Como podemos perceber, a economia é como se fosse um grande motor, no qual cada empresa é uma engrenagem. A relação de interdependência entre os componentes faz o motor girar. Portanto, o movimento de uma peça repercute em outras, como uma reação em cadeia.

Basicamente, é por isso que o dono do negócio sente no bolso as mudanças e precisa repassá-las ao seu custo. Sem um reajuste de contrato administrativo, arcando com o prejuízo integralmente, não há empresa que sobreviva.

Frequência de reajuste de contrato administrativo

Dependendo da margem de negociação que exista entre empresas e fornecedores, ou entre clientes, é consenso que o reajuste de contrato de prestação de serviços obedeça o período de um ano.

Dessa forma, é possível incluir essa periodicidade em contrato, de forma que o acordo assinado dê respaldo ao aumento nos valores e para evitar contestações que seriam até justas, caso o reajuste fosse feito à revelia.

Um exemplo simples disso é no caso de um contrato que seja assinado em agosto de 2017. Decorridos 12 meses, é hora de estipular novos valores, que passarão a ser cobrados a partir de setembro de 2018.

No entanto, esse reajuste nem sempre é feito de acordo com critérios rígidos. Há casos em que existe maior abertura para negociar. Cabe às partes usar o bom senso e chegar à solução apropriada e que agrade a ambas as partes.

No caso dos reajustes previstos em contrato, é muito importante esmiuçar no documento todas as condições e variáveis que possam influenciar nos preços a serem cobrados. Taxas, referências de mercado, percentuais, circunstâncias de exceção, entre outros fatores, devem estar previstos.

Uma alternativa é também seguir condição mista de reajuste. Mesmo sendo capaz de negociar, uma empresa pode se valer de um contrato para regulamentar a subida de preços. Na falta de argumentos, é o acordo escrito que tem maior peso entre as partes envolvidas, o que gera mais segurança e evita divergências.

Taxas utilizadas pelo mercado

Uma das instituições de referência para o mercado é a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além da produção acadêmica e intelectual, a entidade elabora o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Trata-se da principal referência no momento em que empresas devem reajustar os valores pelos serviços prestados ou produtos vendidos.

Recalibrado e divulgado mensalmente, é o indicador mais utilizado, até mesmo porque ele tem origem no IGP, o Índice Geral de Preços.

No cálculo do IGP-M, entram três outros indicadores, com pesos 6, 3 e 1, respectivamente. São eles o Índice de Preços no Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC).

Há ainda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Desde 1999, é o indicador oficial da inflação no Brasil, sendo a referência para o Banco Central para estipular metas de ajuste de preços.

Mantendo o controle sobre os contratos

Tendo em vista as variáveis envolvidas por conta dos reajustes nos preços em contratos com clientes e fornecedores, a empresa que se antecipa pode evitar perdas em seu faturamento. Reajustes feitos de forma desastrada podem reduzir o market share e o ticket médio, tendo efeito inverso ao desejado.

Afinal, se você não controla os preços, como eles são reajustados e o impacto disso para seus clientes, é sinal de que não conhece bem seu público.

Um percentual mínimo pode representar a diferença entre dois nichos de mercado. Ou seja, se você reajusta sem controle, pode estar deixando uma classe de consumidores e migrando para outra sem nem se dar conta disso.

Planilha de reajuste de contrato

Uma forma de manter o controle sobre o reajuste de contrato de prestação de serviços é utilizar a planilha que disponibilizamos abaixo. Faça o download e veja como é simples orientar reajustes ou se preparar melhor para aumento nos preços de produtos e insumos.

Essa é mais uma maneira de você estar no comando de seu negócio. Mantendo a qualidade dos serviços e focando na satisfação do cliente, reajustes se tornam um problema muito menor do que costumam ser.Clique aqui para receber a planilha

E você, como tem conduzido a necessidade de reajuste nos contratos? Comente!

Laudifer Sfreddo de Castro
Sobre o autor

Business Analyst da ContaAzul, é contador com especialização em Finanças Empresariais

MUDANDO UM POUCO DE ASSUNTO

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