Planejamento estratégico: o que é e como fazer o seu do zero

Sobre o que estamos falando?

  • O planejamento estratégico ajuda os empreendedores no mapeamento do caminho a ser seguido para atingir os objetivos do negócio. Através dele, é possível ter um norte para resolver os problemas e atingir as metas da empresa;
  • Entenda o que é, a importância, para que serve, como fazer o da sua empresa e veja um exemplo de planejamento estratégico. Conheça também os principais erros cometidos na hora de aplicar essa ferramenta;
  • A Conta Azul centraliza os dados dos setores mais importantes do seu negócio em um único sistema. Com isso, você pode monitorar o seu negócio de onde estiver, em tempo real e pagando pouco.

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O planejamento estratégico pode parecer um clichê do mundo corporativo, mas é a ferramenta mais importante para alcançar o sucesso do seu negócio.

Aliás, você já parou para pensar nisso? Ou ainda não conseguiu devido às atividades operacionais da empresa, que consomem muito do seu tempo?

Nos negócios menores, é muito comum o dono fazer um pouco de tudo. Isso toma a atenção do empreendedor, que fica sem tempo para pensar estrategicamente sobre os rumos da sua empresa.

Porém, se o desejo é ver seu negócio prosperar e conquistar cada vez mais o mercado, ter um planejamento estratégico é fundamental. Caso contrário, o risco de não sair do lugar é alto.

O ato de planejar é a essência da gestão. Para isso, você precisa de um método claro que identifique onde está e para onde quer ir. Assim, será muito mais fácil tomar decisões e atingir os objetivos da empresa. 

Nesse momento, pode passar pela sua cabeça: "Nunca pensei em planejamento estratégico e não sei por onde começar. O que eu faço agora?".

Não se preocupe: vamos te ajudar a colocar a teoria em prática, através deste guia completo do planejamento estratégico! Encontre aqui: 

Leia até o final e aprenda a montar o seu planejamento estratégico. Vamos lá!

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O que é planejamento estratégico?

O planejamento estratégico é uma ferramenta de gestão que auxilia o empreendedor a mapear o caminho a ser seguido para atingir os objetivos do negócio.

Podemos dizer que é uma espécie de roteiro. Ele indica onde a empresa está, aonde quer chegar e quais são as ações necessárias para cumprir essa jornada.

Ou, nas palavras de Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna:

“O planejamento estratégico é um processo contínuo e sistemático de tomada de decisão empresarial com base em profundo conhecimento do futuro do negócio, incluindo os esforços necessários para aplicar essas decisões, medir resultados e prover feedback.”

Além disso, ajuda o dono do negócio a fazer escolhas assertivas, antecipar problemas e monitorar os resultados da empresa, o que é fundamental em situações de crise.

Com o planejamento estratégico, o empreendedor dá adeus à “gestão por intuição” e passa a enxergar mais claramente os rumos do negócio.

Dinâmico, ele jamais deve ser engessado, mas revisado e ajustado quando necessário.  

Para que serve o planejamento estratégico?

É impossível não pensar no empreendedorismo sem ter o planejamento estratégico como ponto de partida. Ele é essencial desde a fase embrionária da empresa, quando o plano de negócio começa a ganhar forma.

Mesmo depois que a ideia sai do papel e a empresa abre suas portas, essa necessidade não desaparece. Pelo contrário, ela se torna ainda mais importante no dia a dia do negócio. Afinal, um planejamento estratégico serve para:

  • Desenvolver ações que conquistem novos clientes, mantenham os atuais, ampliem e diversifiquem os canais de venda;

  • Lançar novos produtos e serviços de forma estratégica - até porque não adianta gastar tempo e dinheiro com novas soluções sem saber inseri-las no mercado; 

  • Posicionar a marca na liderança, uma vez que ter um planejamento estruturado é uma vantagem competitiva em relação às outras empresas; 

  • Realizar projeções para verificar se vale a pena ou não expandir o negócio ou fazer investimentos;

  • Lidar com as incertezas e os riscos do mercado; 

  • Utilizar os recursos de forma eficiente de acordo com as metas;

  • Aumentar as vendas e os lucros;

  • Otimizar a gestão financeira, bem como a utilização dos recursos; 

  • Evitar risco de falência por má administração. 

Como você viu, o planejamento estratégico dá um norte para resolver os problemas e atingir as metas da empresa. Mas, para isso, elas precisam estar adequadas com a sua realidade.

Se o objetivo for abrir uma filial em cinco anos, é o planejamento estratégico que vai estabelecer cada passo a ser dado até lá.

Se o desejo for simplesmente colocar as contas em dia e acabar com dívidas, também.

Até mesmo para fechar a empresa é preciso estar preparado e com as próximas ações claramente definidas.

Logo, é impossível pensar em empreendedorismo sem ter o planejamento estratégico como ponto de partida para tomar decisões e colocá-las em prática.

3 motivos para fazer um planejamento estratégico

Além de tudo o que já falamos sobre planejamento estratégico, três motivos importantes se destacam. Veja quais são:

1) Ter um olhar de dentro para fora da empresa

Você sabe como funciona a sua empresa e de que forma seus colaboradores são engajados com ela? Às vezes, nem sempre a imagem que o empreendedor tem é a mesma que os demais enxergam. 

Nesse sentido, o papel do planejamento estratégico é ajudar o dono do negócio a conhecer, de fato, a realidade da empresa pela visão dos outros. Com isso, é possível ajustar o que for necessário antes de projetar essa imagem para o mercado. 

Afinal, nesse processo, a equipe interna também é ouvida, e o planejamento deve ser incorporado à cultura da empresa. 

Quer um exemplo? Digamos que, para você, um dos valores mais importantes é a atenção às pessoas. Mas, ao ouvir os funcionários, você descobre que eles se sentem negligenciados pela gestão. 

Como consequência, a equipe não se compromete tanto com o propósito do negócio e, dentre os resultados disso, está um atendimento mediano aos clientes.

Percebe o chamado “efeito dominó”? Conhecer a real essência da empresa é primordial para situá-la e comunicá-la ao mercado. 

2) Descobrir onde se quer chegar

Nem todo empreendedor consegue dizer ao certo quais são as metas da empresa a curto, médio e longo prazo. Nesse contexto, o planejamento estratégico auxilia na construção de metas reais, considerando a expectativa e a realidade do negócio. 

3) Saber como chegar lá

Digamos que a meta definida para a empresa foi abrir uma filial em cada região do país em cinco anos. Desse momento em diante, todas as decisões devem ser tomadas para que esse objetivo saia do papel. 

Ou então, se a empresa identifica que quer aumentar suas vendas, mas falta investir em campanhas, o indicado é buscar know-how, investir em automação, captura e qualificação de leads.

Desde modificações na infraestrutura até assinatura de novas ferramentas de gestão, o planejamento estratégico mostra o que é possível fazer e quais recursos ajudam a atingir o resultado esperado.

Importância de um bom planejamento estratégico

Quando utilizado da maneira correta desde o início, o planejamento estratégico ajuda o empreendedor a enxergar o que é preciso para crescer e ganhar espaço no mercado.

Pense na Apple, por exemplo, que já nasceu com o DNA de inovação e se posicionou como uma das marcas mais icônicas do mundo.

Isso só aconteceu porque tudo na empresa foi planejado desde o início, inclusive a identidade única, que inspira liderança e exclusividade. Até hoje, cada produto é lançado seguindo basicamente a mesma estratégia campeã.

No cenário de transformação digital, planejar faz com que o empreendedor reaja mais rapidamente às mudanças, dando confiança para que ele tenha uma postura proativa.

Como fazer seu planejamento estratégico passo a passo?

O planejamento estratégico deve seguir algumas etapas lógicas para ser bem-sucedido. Confira o passo a passo para fazer o seu:

1. Comece pelo diagnóstico da empresa

Se você pensou em iniciar o planejamento estratégico pela definição de metas, dê um passo atrás e comece pelo diagnóstico da situação atual da empresa.

Essa etapa deve funcionar como um raio X completo do negócio, utilizando ferramentas para avaliar sua posição financeira, construção de marca, desempenho de processos, satisfação dos colaboradores, qualidade dos produtos e/ou serviços, entre outros fatores.

Em qualquer tempo e lugar, um método bastante útil para avaliar as condições externas e internas de uma empresa é a análise SWOT. A sigla, em inglês, quer dizer:

  • Strengths (Forças): pontos fortes da empresa e vantagens sobre a concorrência no momento, como percepção de valor superior e eficiência operacional;

  • Weaknesses (Fraquezas): pontos fracos e possíveis vulnerabilidades, como mau posicionamento da marca ou oscilação de faturamento;

  • Opportunities (Oportunidades): eventos e situações que favorecem a empresa no mercado em uma projeção futura, como abertura de crédito ou tendência de consumo;

  • Threats (Ameaças): fatores externos que têm impacto negativo sobre o negócio em uma projeção futura, como crise ou entrada de um novo concorrente.

Na análise, devem ser incluídos todos os fatores que podem influenciar o andamento do negócio, desde questões macroeconômicas (como variação da inflação e juros do Banco Central) até fatores internos (como satisfação dos colaboradores e clima organizacional).

Assim, se algo impactar sua atividade, direta ou indiretamente, coloque no planejamento. 

2. Trace seus objetivos

Agora que você mapeou a conjuntura da empresa e pôs seus pontos-chave na mesa, é hora de definir os objetivos. Para facilitar, o ideal é dividi-los em metas realistas.

Com as informações coletadas no mercado e a análise SWOT, você tem uma ideia do que fazer daqui a 5, 10 ou mesmo 20 anos, mas também precisa decidir o que fazer nos próximos meses.

Afinal, é preciso levar em conta o médio e curto prazo para realizar objetivos que exigem mais tempo. Uma coisa é sua empresa projetar um aumento no ticket médio de 15% em 6 meses, outra é ser a maior multinacional do setor dentro de um ano. Percebe a diferença?

3. Crie estratégias e ações

É normal, para quem não está habituado a elaborar um plano de negócios, confundir ação com estratégia. Enquanto a primeira diz respeito à realização de metas, a segunda define a forma como devem ser alcançadas. Veja alguns exemplos:

  • Objetivo/meta: aumentar o market share em 10% nos próximos 3 meses;

  • Estratégia: lançar dois novos produtos que a concorrência não tem;

  • Ações: contratar novos profissionais para desenvolvimento de produtos, realizar pesquisas de mercado ou investir em marketing digital.


Um brainstorming pode ajudar, desde que as ideias sejam registradas e posteriormente organizadas de forma objetiva.

4. Tenha métricas de desempenho

Como você sabe se está progredindo em direção às metas durante a execução do plano?

Para isso, existem as métricas de desempenho, que são parâmetros para mensurar cada meta estabelecida.

Por exemplo, se você estabelece como meta aumentar a base de clientes, o indicador é o número de novos clientes por período. Agora, se a meta é aumentar o lucro da empresa, você deve monitorar indicadores como lucratividade, rentabilidade e margem líquida.

Outras métricas são padrão de tempo, qualidade, produtividade, custo-benefício, volume, índice de erros etc.

5. Prepare um cronograma

Se você já tem objetivos, metas, estratégias e ações, só falta organizar tudo isso em um cronograma e deixar claro qual é a função de cada colaborador.

Esse passo é importante para garantir que o plano seja colocado em prática da forma como foi pensado. Do contrário, ele corre o risco de acabar na gaveta.

O cronograma deve conter as metas planejadas e os responsáveis, prazos de execução, indicadores de desempenho, recursos necessários e outras informações relevantes.

Se você puder criar o documento com apelo visual, como em um quadro de planejamento que possa ser visualizado por todos (físico ou digital), melhor ainda.

6. Envolva a equipe

O planejamento estratégico é um trabalho coletivo que se beneficia de vários pontos de vista sobre a empresa. Por isso, é fundamental garantir a participação da equipe e não deixar que se torne uma tarefa solitária do gestor.

Um recurso que ajuda é o Balanced Scorecard, o qual pode se aplicar em outras etapas também ao longo do plano de negócios.

Com ele, se torna mais fácil alinhar a realidade da empresa com o que foi planejado e manter todos na mesma página.

7. Coloque o plano em prática

Agora é hora de colocar em prática o planejamento estratégico e acompanhar de perto os resultados. Nesse sentido, os indicadores serão sua principal referência para monitorar o progresso da empresa, mantendo o controle sobre cada ação.

Nessa hora, a tecnologia é uma aliada importante para obter todos os dados necessários e analisar as métricas. Por exemplo, para monitorar o financeiro, é preciso acompanhar as movimentações e o fluxo de caixa de perto.

Você pode usar uma solução como a Conta Azul para gerar relatórios de fluxo de caixa, DRE Gerencial e balanços. Eles mostram exatamente o quanto você avançou — ou regrediu — em relação às metas, por exemplo. 

8. Avalie e revise o plano continuamente

Por fim, como mencionamos, o planejamento estratégico é uma ferramenta dinâmica, que deve ser adaptada de acordo com as mudanças no caminho.

Ter um plano é ter um rumo, mas você precisa reavaliar continuamente as metas e, se necessário, fazer alguns ajustes conforme as circunstâncias.

Do contrário, se você seguir o plano original à risca desconsiderando o mercado, pode cometer erros e não aproveitar oportunidades ou detectar ameaças do mercado. Então, lembre-se de ser flexível e fazer as correções necessárias. 

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Acompanhe o andamento de seu planejamento através de indicadores 

Para monitorar o negócio, defina indicadores de acordo com o objetivo da empresa. No que se refere a clientes, monitorar índices como churn rate (taxa de abandono) e o MRR (receita recorrente mensal) ajuda a identificar altos e baixos para investir em melhorias.

O CAC (Custo de Aquisição de Clientes) e o ROI (Retorno Sobre o Investimento) são outros indicadores interessantes para ficar de olho. 

Exemplo de um planejamento estratégico

Para deixar tudo que você aprendeu ainda mais claro, vamos a um exemplo de aplicação do planejamento estratégico.

Imagine uma pequena empresa que presta serviços de marketing digital precisa aumentar sua base de clientes. Para isso, ela seguirá o plano abaixo:

  • Objetivo: dobrar a base de clientes em 2 anos;

  • Diagnóstico: percepção de valor superior em relação aos serviços do principal concorrente, mas público-alvo restrito;

  • Estratégias:

  • criar um plano de serviços mais acessível para atrair novo público;

  • investir em retenção e fidelização de clientes;

  • fortalecer a presença da marca no mercado-alvo;

  • Ações:

  • realizar uma pesquisa de mercado para entender novo público-alvo;

  • criar um programa de fidelidade e descontos progressivos;

  • desenvolver um fluxo de marketing de conteúdo no site, blog e redes sociais;

  • investir em mídia paga;

  • contratar um especialista em Customer Success (CS). 

Esse seria um esquema simples, que não inclui diagnóstico completo, cronograma para realização de cada uma das etapas e métricas de desempenho.

O importante aqui é atentar para a nomeação dos responsáveis pela execução das tarefas e definir quem irá atuar no monitoramento das atividades.

4 erros comuns em planejamento estratégico

 

1) Não fazer a análise SWOT

Não utilizar essa ferramenta faz com que o gestor gerencie a empresa às escuras. Afinal, mesmo que não seja possível controlar o mercado externo, tudo o que ocorre fora do negócio impacta o cenário interno.

Com a análise SWOT, é possível se precaver, enfrentando melhor as crises e extraindo oportunidades de mudanças. 

Do mesmo modo, trabalhar com a ferramenta 5W2H pode fazer toda a diferença na hora de pensar em algo que realmente faça sentido nas operações da empresa. 

2) Não definir responsáveis

Para cada ação, é preciso definir os responsáveis e quem poderá substituí-los em caso de imprevistos, eventualmente.

Isso é importante não só para organizar a lógica do trabalho em equipe, como também para identificar se está faltando time ou reforço em alguma área.

3) Deixar objetivos sem planos de ação 

Nunca se deve parar na definição de objetivos. Eles são importantes para saber o que se quer, mas não vão se concretizar sozinhos.

Um dos maiores erros no planejamento estratégico é deixá-los “na linha de chegada”, sem uma forma de acesso.

4) Não monitorar o cumprimento das metas

Trabalhar sem metas e indicadores é, por fim, um dos piores erros. Sem eles, você corre o risco de gastar tempo e dinheiro, e não atingir os seus resultados. 

Acompanhando o cumprimento das metas, é possível verificar se está tudo ok para prosseguir ou se é preciso ajustar algo na rota.

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