Pagamento à vista é sempre a melhor opção?

Pequenas empresas se beneficiam do pagamento à vista

Ao negociar com seu cliente, o pagamento à vista costuma cair muito bem. Afinal, é dinheiro que entra no caixa na hora. Mas ao fazer compras, será sempre vantajoso quitar o débito logo de cara? Neste artigo, vamos trazer as principais dicas para você avaliar caso a caso.Controle o financeiro com um sistema integrado para sua empresa

À vista ou a prazo? O que vale mais a pena?

Quando você vai às compras no varejo como pessoa física, geralmente não pensa duas vezes em, havendo disponibilidade, fazer o pagamento à vista. Órgãos de defesa do consumidor costumam defender que essa é sempre, ou quase sempre, a melhor opção.

Ao pagar à vista, o comprador tem maior chance de pleitear um desconto no valor ou outra condição especial de pagamento. Isso sem falar que vai para casa com uma dívida a menos - e um travesseiro mais leve.

Já ao pagar a prazo, não raro arca com um valor final maior pela sua compra e ainda assume um compromisso que terá que ser honrado mensalmente. Se não se organizar e perder a data de vencimento, sofrerá com juros e multas - e o prejuízo ficará maior.

Por esses exemplos, poderíamos concluir que a resposta ao empreendedor é simples: pagamento à vista é sempre a melhor opção. Certo? Depende.

Ao assumir a sua posição de pessoa jurídica, há situações nas quais o pagamento a prazo é uma boa prática. Em outras, ele é quase uma obrigação para evitar um endividamento de difícil controle. Vamos entender melhor?

Quando o pagamento à vista gera problemas

Empresas iniciantes ou que ainda dão os primeiros passos na arte do controle financeiro são as principais candidatas a evitar o pagamento à vista. No caso delas, o que costuma atrapalhar é a falta de organização e a vulnerabilidade do fluxo de caixa.

Falando em bom português, esse tipo de negócio geralmente enfrenta dificuldades para planejar seu orçamento e os impactos de cada gasto realizado não costumam ser bem mensurados. Dessa forma, uma aparente vantagem da quitação à vista pode mascarar um problema futuro.

Vamos a exemplos práticos que vão ajudar a entender melhor quando o pagamento à vista gera transtornos no caixa.

Quando é mal calculado

Uma pequena indústria de confecção de roupas vai ao mercado e encontra uma boa oferta para comprar uma maior quantidade de tecidos pelo mesmo valor, desde que pague à vista.

Ela assim o faz, mas como avaliou mal, não sobraram recursos em caixa para adquirir todos os acessórios exigidos pelas peças a serem produzidas.

O resultado: sem capital de giro, não poderá concluir a produção enquanto não compra o que faltou. Ela depende agora da entrada de importantes receitas ou do sucesso em uma negociação com o fornecedor nos moldes de “levar agora, pagar depois”.

Quando leva ao endividamento

Um pequeno comércio de utilidades domésticas vê a oportunidade de receber um desconto de 10% de seu fornecedor, caso opte pelo pagamento à vista. A oferta é tentadora, mas o problema é que ele não dispõe de recursos em caixa.

Para não deixar passar, ele conversa com o gerente no banco e decide contratar um empréstimo. Com o dinheiro na mão, paga a compra no ato, leva os itens que precisa na hora e não afeta sua necessidade de capital de giro. Mas onde está o seu erro?

O resultado: os juros do empréstimo não demoram a transformar a vantagem em prejuízo. No fim das contas, o desconto de 10% virou pó e a compra ainda custou mais do que custaria se escolhesse o pagamento a prazo.

Moral da história: quando pagar à vista

O pagamento à vista não é vantajoso se isso exigir da sua empresa a busca por crédito no mercado. Como ainda não existe empréstimo sem juros, é preciso fazer bem as contas, mas muito dificilmente o valor final não ficará maior do que a opção pelo pagamento a prazo.

Da mesma forma, se o pagamento à vista acabar comprometendo o orçamento e pouco sobrar para pagar outras despesas ou mesmo realizar novas compras, você estará arrumando um problema totalmente desnecessário.

Com tudo isso, o pagar à vista só vale a pena se a empresa for organizada financeiramente, tiver um bom controle de receitas e despesas, um saldo positivo e um fluxo de caixa com projeção de superávit.

Ou seja, é preciso ter saúde financeira e muito dinheiro disponível para dar essa cartada, que ainda assim só será útil se o desconto oferecido pelo fornecedor for mesmo generoso.

Como pagar à vista o seu fornecedor

Como acabamos de ver, o pagamento à vista por suas compras como pessoa jurídica se justifica apenas se o negócio for realmente atrativo e houver saldo em caixa suficiente para não se comprometer financeiramente.

Então, se você quer estar em condições de pagar à vista, é preciso se organizar. Em empresas com maior tempo de mercado, essa é uma lição que em geral não escapa do radar do empreendedor, seja pelo amor ou pela dor de já ter passado por apertos.

Mas nas iniciantes, muitas vezes, são erros bobos que impedem o empreendedor de enxergar a importância de praticar o controle financeiro no dia a dia. E aí, quando as contas não batem, sobra mês e falta dinheiro.

Se esse é o seu caso, veja como você pode melhorar a organização financeira do seu negócio:

  1. Separe imediatamente todos os gastos pessoais daqueles relacionados à pessoa jurídica
  2. Registre absolutamente todas as receitas e despesas do negócio, por menor que sejam
  3. Realize a conciliação bancária, verifique recebimentos e evite a inadimplência de clientes
  4. Gerencie bem seu estoque para evitar a falta ou o excesso de itens para revenda ou produção
  5. Faça uso da tecnologia e tenha um sistema de gestão ao seu lado para automatizar controles
  6. Tenha sempre o apoio próximo de um contador para lhe ajudar a enxergar a realidade financeira
  7. Independente da modalidade de compra, pague sempre em dia para evitar a mordida dos juros.

Considerações finais

Neste artigo, abordamos a melhor forma de pagamento em empresas, apresentando as particularidades das compras à vista ou a prazo. Você viu que, por melhores que pareçam as condições, quitar o débito no ato só vale a pena se isso não descapitalizar o seu negócio.

Seja qual for o caso, é sempre válido ter no fornecedor um parceiro, mas se colocar na posição de cliente e tentar obter vantagens na compra, seja pela concessão de descontos ou de um parcelamento sem juros.

Por fim, não se esqueça de contar com alternativas, pois depender de um só fornecedor o deixará de mãos atadas, sem poder de negociar e, por vezes, até refém das condições de preço, forma de pagamento e prazo de entrega por ele estabelecidas.Planilha Fluxo de Caixa Mensal  Com esta planilha você faz o controle mensal do caixa da sua empresa Baixar a planilha agora

E na sua empresa, como tem sido a experiência de negociar com os fornecedores? Comente!

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