O que é ramo de atividade e como definir o da sua empresa

Ramo de atividade

Quando alguém decide abrir uma empresa, a primeira escolha que precisa tomar é quanto ao seu ramo de atividade. Na verdade, às vezes essa definição acontece até mesmo antes da ideia de empreender. Você gosta de uma atividade, tem algum conhecimento técnico sobre ela e, a partir disso, enxerga um bom potencial de mercado, motivando a abertura do negócio.

Um sistema de gestão que conecta as áreas da sua empresa: do financeiro ao comercial

Escolhendo o ramo de atividade

Qualquer negócio com fins lucrativos é criado para atender a um mercado consumidor, desempenhando determinada tarefa e cobrando para isso. O ramo de atividade de uma empresa é a especificação do que ela faz para gerar valor a seus clientes. Dentro da indústria, comércio e prestação de serviços, há várias áreas de atuação.

Na indústria, por exemplo, seu ramo pode ser uma gráfica, uma fábrica de móveis ou fábrica de roupas. As indústrias são as empresas que transformam uma matéria-prima em uma mercadoria. O ramo de atividade será definido pelo tipo de mercadoria que a empresa produz.

Já as empresas do comércio atendem diretamente o consumidor final e, geralmente, revendem itens comprados de fornecedores. Possíveis ramos são lojas de roupas, farmácias, supermercados e lojas de produtos naturais.

Nos serviços, você não vende produtos, mas presta uma atividade útil ao cliente. Táxi, cinema, lavanderia, curso de idiomas, escritório de contabilidade e consultório de dentista são exemplos de negócios cuja proposta de valor é a prestação de um serviço.

Como definir

Você cansou da vida de empregado e quer empreender, mas está cheio de dúvidas e não sabe em que área investir? Não se preocupe: esse é um dilema comum. É melhor ter esse tipo de receio do que excesso de confiança, o que pode mascarar os riscos que certamente surgirão com a empreitada.

Basicamente, podemos dizer que você precisa levar seis fatores em conta na hora de escolher qual será o seu ramo de atuação como empresário. Veja quais são:

1. Preferência pessoal

Antecipar qual será a sua satisfação pessoal trabalhando na atividade à qual você pretende se dedicar é muito importante. É muito comum ouvir histórias de empreendedores que não gostavam do que faziam, que abriram sua empresa apenas porque identificaram uma boa oportunidade de negócio. Quase sempre, o final da história não é feliz.

É muito simples, gostando do que se faz, a atividade é desempenhada com muito mais dedicação. Além disso, aprender mais sobre o assunto será, antes de uma obrigação, um hobby.

Mas não vá pensando que tudo são flores. Você precisa ter o discernimento de que comandar uma empresa não é só diversão – há muitas tarefas burocráticas de gestão. Cuidado para não ser negligente com elas e dar atenção apenas àquelas que você mais gosta.

2. Conhecimento

Sem mistério algum por aqui. Como você poderia ter sucesso em uma atividade sem ter ideia de como ela funciona? O nível de conhecimento exigido varia. Em áreas como a saúde e engenharia, por exemplo, os profissionais contratados para as principais funções precisam ter curso superior. O sócio da empresa não precisa, mas é bom entender do assunto.

O bom é que conhecimento técnico específico é mais facilmente adquirível do que habilidades e características gerais que um bom líder precisa ter – inteligência emocional, por exemplo. Dependendo qual for a área, você poderá encontrar tudo o que precisa na internet – desde que tenha disciplina para se aprofundar na matéria.

3. Público consumidor

Como dito no início do texto, uma empresa é aberta para atender a um mercado consumidor, ou seja, atender aos desejos e necessidades de determinadas pessoas. Se elas não existirem, não há razão para o negócio ser criado, não é mesmo?

Portanto, antes de investir o seu dinheiro, conduza uma pesquisa de mercado para descobrir se há público para a sua ideia. A resposta pode depender da localização precisa. Um restaurante executivo, por exemplo, pode encontrar pouco público em uma região, mas muitos clientes em potencial no bairro vizinho.

4. Concorrência

O estudo de mercado também deve contemplar a análise da concorrência. Não se trata apenas de saber com quantas empresas do mesmo ramo de atividade você vai disputar o mercado, e sim de conhecê-las em detalhes, para saber quais são as lacunas que você pode explorar para se diferenciar.

Se você não identificá-las, será mais difícil competir com nomes já estabelecidos, o que aumenta o risco da empreitada.

5. Investimento

Quanto dinheiro você precisaria investir para criar uma empresa em determinado ramo? Você tem esse dinheiro? Se a resposta é não, precisaria encontrar investidores ou tomar um empréstimo bancário, o que é uma ideia arriscada, pois a empresa já começaria a operação com uma dívida a ser paga e juros rolando.

6. Futuro

Quais são as perspectivas de determinada atividade para os próximos cinco ou dez anos? Não seja cético quanto ao avanço de novos modelos de negócio e novas tecnologias. Imagine a probabilidade de um evento disruptivo abalar o mercado. Um exemplo básico: fazia mais sentido abrir uma locadora de vídeos 20 anos atrás do que hoje. Tenha isso em mente e olhe sempre para frente.

Encontre o equilíbrio

São muitos fatores para avaliar, não? Para decidir, você precisa encontrar um equilíbrio entre eles. Se determinada atividade exigir muito dinheiro, por exemplo, o estudo de mercado e a perspectiva futura devem dar muitas garantias de que você terá retorno – caso contrário, correrá muitos riscos.

Caso a área não seja a sua maior paixão, ter bons conhecimentos ajuda, porque você não vai enfrentar ainda mais problemas de motivação para aprender o ofício. Se o público não for grande, talvez a concorrência seja baixa e, cativando os poucos consumidores do nicho, você consegue ter sucesso.

Enfim, as relações entre um fator e outro são múltiplas, e você precisa apenas entender a equilibrá-los na hora de escolher o ramo de atividade da sua empresa. A partir dessa definição, você vai registrar a empresa no CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) correspondente.

Nessa e nas etapas anteriores de sua decisão, é importante contar com a assessoria de um contador. Ele vai tirar dúvidas sobre os impostos e ajudar a entender os desafios de cada atividade. Esse tipo de profissional tem muita familiaridade com temas fiscais e financeiros. Por isso, é um relacionamento importante de começar cedo, especialmente se você quer fazer seus negócios crescerem.

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