Inspiração divina

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Desde criança, o ilustrador Carlos Ruas, hoje com 27 anos, gostava de imaginar histórias, criar quadrinhos, desenhar personagens. Ele cresceu, se formou em desenho industrial e foi trabalhar em uma agência de design. “Nem sempre a gente consegue trabalhar no que a gente sonha, mas acaba fazendo algo parecido por questões financeiras e pela segurança do trabalho formal”, reflete Carlos. Mesmo com o passar dos anos, o hobby do ilustrador se manteve intacto e a imaginação continuou a todo vapor. “Um dia eu pensei: por que é que eu não tenho os meus próprios quadrinhos, já que é uma coisa que eu gosto tanto?”. E foi o que ele fez.

Um sistema de gestão que conecta as áreas da sua empresa: do financeiro ao comercial

Os primeiros personagens foram nascendo: Deus, Luci, Adão, Eva e Caim. Os nomes são velhos conhecidos da humanidade, mas nas histórias criadas por Carlos, eles ganham personalidades improváveis e vivem situações inimagináveis no livro sagrado. “Eu sempre gostei muito de estudar religião, então juntei meus hobbies. Eu quis mesclar Deus e humor, porque essa não é uma mistura muito comum por aí. A ideia nunca foi ofender e sim, provocar o debate” justifica.

empreendedorismo

Carlos conta que suas 10 primeiras tirinhas foram produzidas à noite e nos fins de semana. Ele imaginava e desenhava, até que resolveu criar um blog “para todo mundo poder ver”. Foi assim, no final do ano de 2009 que o blog Um Sábado Qualquer surgiu. A ideia de publicar suas tirinhas na internet para todo mundo ver foi abençoada pelos deuses. Em um ano e meio no ar, o blog conseguiu a respeitável marca de 10 mil visitações diárias.

Os fãs foram surgindo e as primeiras demandas comerciais também. O sucesso começou a dar mais confiança a Carlos, mas ainda não garantia uma renda segura. “Eu ficava entre sair do meu trabalho assalariado e apostar no meu sonho. Passei semanas em crise, na naquele ‘saio ou não saio, vou ou não vou’”, e revela: “Acabei resolvendo essa questão de forma inusitada: a empresa que eu trabalhava faliu. Eu não estava arriscando tudo para ver se o projeto dava certo, ele estava dando certo”.

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Carlos passou a se dedicar full-time ao blog e transformou o hobby em negócio. Criou a marca e convenceu um amigo investidor a, literalmente, comprar sua ideia. Com cerca de R$20 mil reais, montou uma loja on-line e mandou confeccionar a primeira leva de pelúcias de seus personagens. Hoje, com apenas quatro anos no ar, o Um Sábado Qualquer recebe 40 mil visitas diárias e a loja comercializa cadernos, livros, agendas, mochilas, roupas, canecas, bottons e quadros, além das consagradas pelúcias de Deus e Luci.

Vida de empresário

“Foi uma porcaria”, é assim que Carlos define sua iniciação no mundo dos negócios. “Eu sou artista, sou designer, eu nunca tinha mexido no Excel. Era como se eu tivesse sido mandado pra China, sem instruções!”, compara.

“Meu contador ficava maluco, eu não guardava nota e nem nada!” recorda-se com bom humor. Hoje, Carlos revela que aplica um conselho recebido pessoalmente de Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica: “o pai dele foi um excelente desenhista, mas não obteve sucesso por não saber administrar seu negócio. Então aconselhou o Maurício de Souza a desenhar pela manhã e administrar à tarde. E é isso que eu tenho feito”.

Para este ano, o Um Sábado Qualquer possui grandes planos. “Quero consolidar a loja como uma loja de pelúcias. Vamos vender bonecos de todos os personagens, inclusive de personalidades que aparecem nas tirinhas, como Darwin, Freud e Nietsche. Jesus, por exemplo, já está sendo costurado. Logo estará na loja!”, comemora o empresário.

“O sistema me entendeu e eu o entendi”

No início, a maior dificuldade de Carlos era entender o tal do contabilês. Tudo o que ele lia, parecia mandarim, como ele mesmo compara. “Comecei a usar um sistema que tinha uma mensalidade caríssima. Eram uns cinco ou seis programas, um negócio para uma empresa com uma logística da Casas Bahia. Eu precisava fazer curso para aprender a mexer naquelas coisas, de tão complicado que era gerar nota”, recorda.

Até que um amigo deu uma luz e indicou o sistema de gestão ContaAzul. “O sistema me entendeu e eu o entendi”, analisa. A interface amigável e a linguagem fácil ajudaram Carlos a compreender melhor a gestão do seu negócio. “Tudo era autoexplicativo, simples. Ele me dizia o que fazer e eu entendia o processo. O ContaAzul é muito bom, principalmente, para quem tem pequena empresa e não entende dessas coisas. Porque muita gente não é administrador, é sonhador”, conclui.

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