Payback: como calcular o prazo de retorno de investimento

Sobre o que estamos falando?

  • Payback é um indicador financeiro que representa o tempo de retorno de um investimento;
  • Ele serve para analisar a viabilidade de um investimento de acordo com seu prazo de retorno;
  • O Payback só funciona quando você conseguir fazer uma projeção de caixa precisa, através de um fluxo de caixa;
  • Para ter o fluxo de caixa preciso, é necessário ter um ERP para sua empresa. E a Conta Azul simplifica sua gestão financeira.

Experimente grátis a Conta Azul!

 

 

O payback é um indicador que mostra em quanto tempo você vai recuperar um valor investido em determinado projeto, negócio ou aplicação. 

Seja qual for a decisão — abrir um negócio próprio, proceder com uma fusão entre empresas ou investir em ações, por exemplo —, é fundamental contar com métricas e números que embasem o investimento, concorda?

Nesse caso, estamos falando de um prazo específico para o retorno do projeto, que ajuda o empreendedor a decidir se vale a pena e se há caixa suficiente para esperar. 

Já pensou em trabalhar com receitas recorrentes na sua empresa?

 

Cadastre o seu e-mail gratuitamente para conhecer o método de trabalho simples e mais utilizado para aumentar a vendas e gerar mais lucros.

 

Neste artigo, você vai aprender a calcular o payback antes de aplicar seu dinheiro.

Siga a leitura e domine mais esse indicador financeiro. 

 

O que é payback

Payback é um indicador financeiro que representa o tempo de retorno de um investimento. 

 

O próprio termo significa “retorno” em inglês, e ele é usado para medir quanto tempo leva para recuperar o dinheiro investido em um determinado projeto ou aplicação. 

Logo, o payback se tornou um dos principais parâmetros a serem considerados na avaliação de um investimento da empresa.

Por meio desse cálculo, é possível identificar qual é o período necessário para que o lucro acumulado se iguale ao investimento inicial.

Assim, o resultado é demonstrado em unidades de tempo, seja em dias, meses ou anos.

Quando ouvimos alguém dizer que seu investimento se pagou em, digamos, 12 meses, significa que esse foi o resultado do payback.

Por isso, é fundamental calcular esse KPI (indicador-chave de desempenho) antes de investir em qualquer projeto para alocar os recursos do negócio de maneira mais produtiva e vantajosa.

Para que serve o payback

O payback é usado principalmente por empreendedores e investidores.

Ambos utilizam o indicador para analisar a viabilidade de um investimento de acordo com seu prazo de retorno, mas com intuitos diferentes.

O empresário quer saber em quanto tempo conseguirá recuperar o dinheiro investido em um novo equipamento, implementação de uma tecnologia ou abertura de uma nova filial, por exemplo.

Dessa forma, ele consegue avaliar se vale a pena esperar pelo retorno e seguir com o projeto ou se vai demorar muito para recuperar o custo, a ponto de comprometer seu caixa. 

Já o investidor quer saber em quanto tempo a empresa vai dar o retorno esperado a partir da aplicação, para analisar se compensa injetar dinheiro nesse negócio ou se é melhor procurar outro com um payback mais rápido. 

Payback e fluxo de caixa

Antes de aprender a calcular o payback, é importante saber que esse indicador está diretamente relacionado ao fluxo de caixa da empresa.

Basta pensar que, para calcular o tempo necessário para a recuperação de um investimento, você precisa saber quanto ele vai gerar mensalmente em receita (seja pela geração de caixa ou redução de custos) no seu negócio.

Por isso, o cálculo só vai funcionar se você conseguir fazer uma projeção de caixa precisa, considerando as receitas e despesas relacionadas ao investimento nos próximos meses. 

Além disso, é essencial estar com a gestão financeira em dia, pois o cálculo do payback pode mudar ao longo do tempo, caso suas previsões de faturamento ou economia não se confirmem.

Como calcular o payback simples e descontado

Existem dois tipos de payback para calcular na sua empresa: o simples e o descontado. 

Enquanto o simples é calculado sem considerar o valor do dinheiro no tempo, o descontado já inclui os valores descontados para o presente por meio de uma taxa de juros. 

Vamos entender melhor como funciona cada um a seguir.

Já pensou em trabalhar com receitas recorrentes na sua empresa?

 

Cadastre o seu e-mail gratuitamente para conhecer o método de trabalho simples e mais utilizado para aumentar a vendas e gerar mais lucros.

 

Como calcular o payback simples

O payback simples é facilmente calculado a partir da seguinte fórmula:

Payback simples = Investimento inicial / Saldo médio do fluxo de caixa no período

Por exemplo, imagine que uma oficina mecânica pretende adquirir um novo equipamento que custa R$ 150 mil.

Segundo os cálculos do gestor, esse equipamento deve gerar cerca de R$ 5 mil mensais em receita com os novos serviços que serão oferecidos, já descontando os valores de manutenção e depreciação. 

 

Logo, esse é o saldo médio do fluxo de caixa que devemos aplicar à fórmula:

Payback simples = R$ 150.000,00 / R$ 5.000,00 

Payback simples = 30 meses 

Ou seja: a empresa deve levar 30 meses ou 2 anos e meio para recuperar o investimento inicial e começar a lucrar com a máquina adquirida. 

Nesse caso, pode ser uma aplicação interessante para o negócio, se estiver em uma fase de expansão e o valor caiba nas projeções do caixa.

Como calcular o payback descontado

Diferentemente do payback simples, o payback descontado leva em conta uma taxa de desconto que faz a correção de valores do período.

Isso porque o valor do dinheiro muda em função do tempo, e é preciso fazer a devida correção monetária conforme a valorização ou desvalorização da moeda. 

Para isso, é preciso acrescentar os seguintes conceitos ao cálculo do payback:

  • Taxa Mínima de Atratividade (TMA): essa taxa é usada como parâmetro para definir a rentabilidade mínima esperada do investimento, e pode ser baseada na taxa de juros básica da economia (Selic) ou outro benchmark desejado
  • Valor Presente Líquido (VPL): é o valor líquido do fluxo de caixa atual calculado a partir de valores futuros (em outras palavras: um indicador que traz os valores investidos para o presente considerando uma taxa de desconto).

Vamos supor que, no mesmo exemplo anterior, o dono da oficina queira calcular o payback descontado considerando um fluxo de caixa de 12 meses e uma TMA de 10%. 

Nesse caso, podemos trabalhar com uma versão simplificada da fórmula do VPL:

Valor descontado = FC / (1 + TMA)1

Valor descontado = R$ 5.000,00 / (1 + 0,10)1

Valor descontado = R$ 5.000,00 / 1,10

Valor descontado = R$ 4.545,45

Ou seja: o valor descontado do fluxo de caixa não é de R$ 5 mil, mas aproximadamente R$ 4.545,45 por mês considerando a rentabilidade mínima de 10% por um ano.

Agora vamos aplicar o novo valor à fórmula do Payback:

Payback descontado = Investimento inicial / Fluxo de caixa descontado

Payback descontado = R$ 150.000,00 / R$ 4.545,45

Payback descontado = 33

Logo, o payback descontado aponta para um período um pouco mais longo de retorno do investimento: cerca de 33 meses ou 2 anos e 9 meses

Para ficar mais fácil de visualizar, veja como ficariam os dois fluxos de caixa em uma tabela:

Ano 

Fluxo com payback simples

Fluxo com payback descontado

0

-R$ 150.000,00

-R$ 150.000,00

1

R$ 60.000,00

R$ 54.545,00

2

R$ 60.000,00

R$ 49.596,77

3

R$ 30.000,00

R$ 45.858,23

 

Vantagens e desvantagens em utilizar o payback

Como todo indicador, o payback tem suas vantagens e desvantagens na análise de investimentos.

Estes são os pontos positivos:

  • Fórmula objetiva e fácil de aplicar (especialmente na versão simples)
  • Mostra o grau de risco do investimento, de acordo com o tempo de retorno e comportamento do fluxo de caixa
  • É muito útil para a tomada de decisão sobre novos projetos em empresas
  • Ajuda a mensurar o retorno de investimentos e projetos com vida útil limitada.

A principal desvantagem do payback é que ele não serve para mensurar o retorno dos projetos mais longos, já que desconsidera os ganhos após o período de recuperação

Além disso, o payback simples pode fornecer uma ideia muito superficial do tempo de retorno, pois não considera a correção monetária nem índices de referência. 

Em investimentos mais longos, sempre podem surgir imprevistos como oscilações nos custos, inflação inesperada e alterações nas taxas de juros.

 

Como analisar o payback

Como vimos, o payback se baseia no resultado do fluxo de caixa acumulado — ou seja, a organização dos fluxos financeiros por período, do início ao fim do projeto.

Normalmente, em novos projetos, os primeiros meses se apresentam com déficit, mas conforme os trabalhos são desempenhados, esse valor gradualmente se converte para positivo, com a empresa passando a ter retorno sobre o valor aplicado.

O tempo que corresponde ao intervalo em que a soma do capital que entrou se torna igual ao valor do investimento inicial é justamente o período em que o projeto alcançou seu payback.

No entanto, esse indicador não deve ser avaliado isoladamente, mas combinado a outras métricas financeiras importantes em investimentos como ROI (Retorno Sobre o Investimento) e TIR (Taxa Interna de Retorno).

Digamos que uma modalidade de aplicação tenha um lucro estimado em 500 mil reais, com um payback de 24 meses, e outra opção consista em um lucro de 100 mil reais, mas com payback de 6 meses.

Tomando como exemplo uma empresa que tenha como prioridade o tempo de retorno do capital, por estar fragilizada financeiramente, a segunda opção de investimento seria a melhor escolha.

Afinal, é uma questão de retorno, mas também de tempo.

Como já dissemos, ter a dimensão de qual é o payback é realmente muito importante, afinal, esse indicador não só auxilia no processo de decisão sobre o investimento como também ajuda a planejar os próximos passos.

Além do payback: outros indicadores para calcular

Na hora de fazer investimentos, é importante considerar outros indicadores financeiros além do payback.

Confira alguns exemplos.

Retorno sobre investimento (ROI)

O Retorno sobre investimento é um dos KPIs mais clássicos para tomar decisões sobre projetos nas empresas.

Ele mostra o retorno financeiro do investimento em relação ao valor aplicado inicialmente, considerando todos os custos envolvidos.

Para calcular o ROI de um projeto, basta utilizar a fórmula:

ROI (%) = (ganho obtido - valor do investimento) / valor do investimento x 100

Supondo que o dono da oficina do exemplo anterior tenha acumulado R$ 200 mil de retorno após 3 anos da compra do equipamento, o cálculo seria:

ROI (%) = (R$ 200.000,00 - R$ 150.000,00) / R$ 150.000,00 x 100

ROI (%)  = 0,33 x 100

ROI (%) = 33%

Nesse caso, o retorno sobre o investimento seria de 33%

Taxa Interna de Retorno (TIR)

A Taxa Interna de Retorno (TIR) é um indicador que mostra o percentual de rentabilidade de um investimento considerando um VPL igual a zero.

Basicamente, a TIR revela qual a taxa de desconto necessária para um VPL chegar a zero (posição em que o investimento se paga, ou seja, não dá lucro nem prejuízo).

Para isso, é preciso somar cada entrada do fluxo de caixa menos o investimento inicial, usando a fórmula abaixo:

Sendo que FC são os fluxos de caixa, i é o período de cada investimento e N é o período final do investimento.

Rentabilidade

Por fim, a rentabilidade é um indicador que pode ser usado para medir o retorno de projetos ou da própria empresa como um todo a partir do valor total investido.

Ela é dada pela seguinte fórmula:

Rentabilidade = Lucro líquido / investimento x 100 

Então, supondo que um empreendedor tenha investido R$ 200 mil para abrir um negócio e obtido um resultado líquido anual de R$ 15 mil, o cálculo ficaria assim:

Rentabilidade = R$ 15.000,00 / R$ 200.000,00 x 100

Rentabilidade = 0,075 x 100

Rentabilidade = 7,5%

Nesse caso, a rentabilidade do primeiro ano da empresa seria de 7,5% — um ótimo resultado, se comparado aos retornos médios obtidos em investimentos de renda fixa.

Acompanhe seus indicadores com a Conta Azul

Com tantos indicadores além do payback, não é fácil acompanhar o desempenho financeiro do seu negócio e ainda dar conta de todas as tarefas de gestão.

Felizmente, existe a Conta Azul para entregar números confiáveis e ajudar você a controlar de perto o fluxo de caixa e resultados financeiros do seu negócio.

Com a plataforma de gestão 100% online, você consegue acessar relatórios de contas a pagar e a receber, fluxo de caixa, DRE Gerencial e vários outros documentos que apoiam a tomada de decisão na empresa.

Além disso, automatiza várias rotinas de controle financeiro e permanece sempre conectado ao seu contador, compartilhando informações com agilidade e segurança.

E então, gostou de conhecer e aprender a calcular o payback?

Você tem uma empresa?  Controle sua gestão em um único lugar: finanças, vendas, notas fiscais e muito  mais. Conheça a Conta Azul Pro. Experimente grátis  Não precisa de cartão, nem de cadastros complexos

Newsletter

Quer ter acesso a
materiais gratuitos?