Greve dos bancários 2016: Prepare-se e evite multas por atraso em contas

Dicas para driblar a greve dos bancários

Os funcionários de bancos públicos e privados brasileiros estão em greve desde 6 de setembro, por tempo indeterminado. A paralisação já passa de três semanas. Qual é o impacto sobre seus negócios? Para você, que administra uma pequena empresa, é importante se preparar para o risco de encontrar uma agência fechada por causa da greve dos bancários de 2016. Confira como evitar multas por atrasos nas contas e pagamentos. 

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Você, pequeno empresário, já sabe, mas não custa lembrar: a paralisação nos bancos não altera a data de vencimento de nenhuma conta. Isso significa que, ao deixar de quitar os boletos, terá de arcar com os mesmos juros e encargos. Ou pior: poderá ter seu nome enviado aos serviços de proteção ao crédito, dependendo do atraso.

Neste contexto, a melhor solução é a prevenção. Há diferentes alternativas para pagar contas, conferir extratos e consultar investimentos nos dias de paralisação bancária. Como? É o que você vai descobrir agora.

3 dicas para administrar as contas durante a greve nos bancos

Como não pode depender do atendimento no banco, o empreendedor deve ficar atento. Para a pessoa jurídica, encargos financeiros não calculados previamente por atrasos podem prejudicar a administração da empresa.

1. Internet banking e apps

Uma medida imediata que você deve tomar, independentemente da greve dos bancários, é fazer um cadastro no banco para poder acessar e movimentar sua conta pela internet. Esse processo envolve a criação de uma senha diferente da que você usa no saque no caixa eletrônico. Dependendo da instituição bancária, será preciso registrar ainda um código para autorização de operações como pagamentos e transferências para outros bancos. Por isso, converse com a sua gerente.

Com esse acesso online, é mais fácil administrar as finanças com agilidade. Através da internet, você pode até agendar com antecedência os pagamentos e transferências entre contas do mesmo banco ou bancos diferentes (via DOC ou TED). Ou seja, com um bom controle de contas a pagar, você não precisa passar apertos durante a greve.

Você também tem a possibilidade de realizar as transações direto no tablet ou smartphone. Assim, quando estiver fora do escritório, pode verificar se determinado pagamento entrou na conta ou transferir imediatamente um valor para um fornecedor por meio do dispositivo móvel. Além disso, no pagamento de contas com código de barras, basta posicionar a câmera na frente da imagem para que o leitor automaticamente identifique o código e poupe esse trabalho manual.

Vale lembrar que, no Brasil, o internet banking é uma tendência cada vez maior. Segundo levantamento feito pelo Instituto Ipsos, 76% dos brasileiros já acessam suas contas através da internet. E mais: 90% deles fazem isso pelo smarpthone. É uma alternativa prática com ou sem greve nos bancos.

2. Terminais eletrônicos

O abastecimento dos terminais bancários costuma ser feito por empresas terceirizadas, o que significa que eles permanecem funcionando normalmente diante da mobilização. Ainda é possível realizar operações como consulta de saldo, pagamento de boletos e saque de cédulas ou folhas de cheque direto no caixa.

O horário de funcionamento das máquinas depende do banco em questão, por isso é bom se informar na sua agência. Em casos isolados de manifestações ou protestos localizados em frente ao local, pode haver isolamento dos caixas eletrônicos. Nesse caso, o ideal é procurar outra agência.

3. Lotéricas e correspondentes bancários

Outra possibilidade é recorrer às casas lotéricas e lojas de departamentos credenciadas para a quitação das contas em dinheiro. As chamadas correspondentes bancárias, empresas vinculadas a instituições bancárias e autorizadas pelo Banco Central a receber pagamentos, representam uma opção para você não atrasar as contas.

Caso precise de mais informações ou queira sacar um valor maior de dinheiro maior do que o limite diário permitido, a orientação é entrar em contato com as centrais telefônicas de atendimento do banco. Mesmo diante da paralisação, há funcionários que podem atendê-lo através desses canais.

Vale lembrar, também, que nem todos os bancos aderem à greve. É comum que em algumas localidades as agências sigam funcionando normalmente.

Serviços: quais não funcionam na paralisação?

Para você se adiantar, vale conferir alguns serviços que podem ser prejudicados com a mobilização bancária. Se deseja abrir uma conta para sua empresa, por exemplo, é bom ir logo até a agência. Como o procedimento envolve uma assinatura de contrato, é o tipo de atendimento que não ocorre quando os funcionários do banco estão ausentes.

Depósitos de dinheiro ou cheques na “boca do caixa” também ficam indisponíveis com a paralisação. É fato que você pode realizar a mesma operação através de envelopes no caixa eletrônico. Mas, neste caso, nem sempre o valor é registrado de forma instantânea na conta, já que o valor está sujeito ao processo de conferência antes da compensação.

Impostos ou taxas, que são pagos sem identificação numérica ou código de barras, também só podem ser quitados no caixa convencional. Isso porque dependem do convênio entre a instituição bancária e o órgão de cobrança. Procure arcar com esses valores antes da mobilização.

Fora casos mais específicos, como os já mencionados, a maioria das transações funciona normalmente. Saques podem ser feitos em terminais de autoatendimento, assim como o desbloqueio de cartões, depósitos e transferências. Investimentos e resgate de aplicações podem ser monitorados através da internet.

As reivindicações dos bancários

Durante a Campanha Nacional Unificada 2016, mobilização organizada por funcionários de bancos públicos e privados de todo o Brasil, representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e do Sindicato dos Bancários participam de uma série de negociações. O objetivo dos trabalhadores é reivindicar melhores benefícios salariais e trabalhistas.

As negociações se arrastam desde agosto. Representantes do sindicato de trabalhadores, mesmo diante da crise, os bancos seguem lucrando muito e poderiam pagar mais, assim como reduzir ou parar com demissões que extinguiram cerca de 6.785 postos de trabalho nos primeiros meses de 2016, segundo os sindicatos.

Entre as principais exigências na pauta da campanha, estão o aumento real de salários e a valorização da Participação nos Lucros e Resultado (PRL) no piso. A categoria também clama por auxílio-educação, vale-cultura, igualdade nos salários entre homens e mulheres, assistência em caso de assaltos e possibilidade de parcelamento do valor pago nas férias.

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