Negócios de pai para filho: 3 histórias inspiradoras de gestão familiar

Negócios de pai para filho: 3 histórias inspiradoras de gestão familiar

Começar de baixo, lutar para montar a própria empresa, fazê-la crescer e, depois, preparar sucessores. Esse é um roteiro bem conhecido no meio empresarial: são os negócios passados de pai para filho ou filha — a participação das mulheres, inclusive, vem tornando-se cada vez mais frequente. Isso significa ver o trabalho de uma vida seguindo adiante pelas mãos de herdeiros.

Um sistema de gestão que conecta as áreas da sua empresa: do financeiro ao comercial

Essas histórias de negócios familiares existem aos montes pelo Brasil e, em homenagem ao Dia dos Pais, selecionamos algumas para compartilhar com vocês. São exemplos de dedicação, persistência e também de produtivos conflitos de gerações. Afinal, não é nada fácil acomodar sob a mesma gestão formas diferentes de encarar a administração e ainda fazer isso dar certo.

Mocotó: Caldo de gerações

José Oliveira de Almeida chegou a São Paulo, capital, em 1963, vindo de Mulungu, um pequeno vilarejo do sertão pernambucano, com duas camisas, uma calça e um par de calçados. Trabalhou em algumas empresas e, em 1973, montou, junto com dois irmãos, uma espécie de empório, que, um ano depois, ganharia a companhia do bar Mocotó, que herdou esse nome por conta do famoso caldo de mocotó servido ali.

Rodrigo Oliveira, filho de José, nasceu em São Paulo, estudou engenharia ambiental e, mais tarde, gastronomia. No segundo curso teve contato com grandes cozinhas do mundo, ingredientes diferentes e novas técnicas culinárias, além de estagiar com chefs renomados e rodar quase 30 mil quilômetros pelo Brasil em busca de mais conhecimento. Em paralelo a tudo isso, também trabalhou no Mocotó e, em 2004, assumiu o negócio do pai.

José e Rodrigo trabalhando juntos é a receita para um grande conflito de gerações, o que, de fato, acontece. Pai e filho discutem, discordam e até brigam. Mas o saldo dessa relação é mais do que positivo, tornando o Mocotó um sucesso de crítica, público e rendendo diversos prêmios, como o Melhor Restaurante Brasileiro 2015, da Revista Veja. Além disso, Rodrigo formou uma carreira sólida e se tornou um profissional reconhecido em todo o país. Apesar de o sucessor tocar a empresa, o mentor ainda comparece diariamente para atender clientes e assumir outras tarefas.

Tramontina: Várias gerações até o sucesso

Em 1911, o filho de imigrantes italianos Valentin Tramontina saiu de Santa Bárbara (RS) e foi à cidade de Carlos Barbosa, também no interior gaúcho, para montar seu negócio próprio, a ferraria Tramontina. Na época, a famosa marca de utensílios era uma pequena oficina montada em um terreno alugado.

Em 1939, Valentin morreu e sua mulher, Elisa De Cecco Tramontina, assumiu a empresa. A história de sucessão começou dez anos depois, quando Ivo Tramontina seguiu os passos do pai e passou a comandar o negócio, junto com seu amigo, Ruy J. Scomazzon. Nas décadas seguintes, a dupla foi responsável por expandir o empreendimento e levar a Tramontina para cerca de 120 países.

A tradição da família continuou quado Clóvis Tramontina, filho de Ivo, deu sequência aos negócios, assumindo, em 1992, a presidência da companhia. Mas ele não caiu de paraquedas no cargo. Antes de alcançá-lo, foi preparado para isso. Passou por vários setores da empresa e estudou, se formando em Administração e fazendo alguns outros cursos depois, como pós-graduação e MBA.

Assim, a pequena oficina fundada por Valentin, tornou-se referência e é líder nacional em diversos segmentos. São mais de 7 mil funcionários que atuam nas fábricas e demais unidades operacionais e comerciais.

Hope: De pai para filhas

Algumas das histórias mais famosas de parcerias familiares nos negócios são protagonizadas por homens. No entanto, muitas mulheres já assumiram ou ajudam a comandar as empresas dos pais. E nos últimos anos isso vem se tornando uma tendência cada vez mais forte.

Um exemplo disso é a Confecção Hope. Fundada em 1966 por Nissim Hara, a empresa de lingerie tem 161 lojas e uma marca conhecida nacionalmente. Atualmente, a segunda geração da família, formada por três mulheres — Karen Hara Sarfaty, Sandra Hara Chayo e Daniela Hara Chammah —, atua fortemente no negócio. Com a missão dar sequência ao negócio do pai, elas assumiram cargos estratégicos e estão focadas em manter vivo o espírito empreendedor da família.

Planejar a sucessão familiar é essencial

A troca de comando de uma empresa familiar não deve ser algo feito com pressa e em cima da hora. Mesmo quando imprevistos acontecem, como o caso de mortes, doenças ou mesmo a decisão do dono de se afastar, é importante que a sucessão já esteja preparada. As famílias devem conversar sobre isso desde sempre e com muita transparência.

Outro detalhe importante é que esse planejamento não seja apenas para a segunda geração, mas para as próximas. Dessa forma, é fundamental identificar as expectativas de cada membro da família em relação ao negócio, os planos e também quem realmente está interessado em dar continuidade.

Essa preparação deve começar o quanto antes, principalmente em momentos bons do empreendimento, pois quando as coisas não vão bem podem surgir conflitos, tensões e fica muito mais complicado definir um processo de sucessão.

Diante dessas histórias, queremos reforçar que Se você já alcançou o sucesso com sua empresa, incentive seu filho ou filho e mostre o caminho. A ContaAzul está aqui para ajudar os negócios que passam de geração em geração a crescerem e se tornarem cada vez mais fortes. Pode contar com a gente. Não deixe de compartilhar histórias e relatos nos comentários.

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