Empreendedorismo feminino: tendências, desafios e histórias para se inspirar

O empreendedorismo feminino cresce a cada ano e revela grandes gestoras ao mundo. Veja como elas estão dominando o mercado.

O empreendedorismo feminino caminha a passos largos, muda a cara do mercado e promete avançar ainda mais nos próximos anos.

Afinal, lugar de mulher também é nos negócios, e elas estão provando que entendem de gestão e resultados

Apesar dos desafios de ocupar um espaço historicamente masculino, as empreendedoras estão alcançando os homens e derrubando barreiras ano após ano, em busca do reconhecimento e igualdade de oportunidades. 

Para saber como anda o cenário do empreendedorismo feminino no Brasil, acompanhe nosso artigo:

Continue lendo e veja como as mulheres estão conquistando o mercado.

Empreendedorismo feminino: uma tendência global

O empreendedorismo feminino é uma tendência em pleno crescimento que inspira cada vez mais mulheres a abrirem seus próprios negócios.

Depois de conquistarem o mercado de trabalho e a política, é natural que elas avancem para o mundo empresarial, ocupem cargos de liderança e queiram comandar empresas.

Hoje, já existem 24 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil, segundo a pesquisa Empreendedorismo Feminino no Brasil, publicada em 2019 pelo Sebrae em parceria com o GEM (Global Entrepreneurship Monitor).   

Mas, para conquistar esse espaço, elas ainda têm que enfrentar muitos obstáculos, que vão desde a dificuldade em conciliar vida pessoal e profissional até o preconceito de gênero.

Felizmente, essas dificuldades vêm diminuindo, conforme o mercado reconhece o talento das empreendedoras e os resultados da gestão feminina.

Números do empreendedorismo feminino no Brasil

O fenômeno do empreendedorismo feminino no Brasil fica claro quando analisamos as estatísticas e pesquisas.

De acordo com a pesquisa do Sebrae mencionada acima, elas estão à frente de 34% dos negócios atuais, e 45% são empreendedoras e chefes de domicílio. 

No total, são 24 milhões de mulheres à frente de seus próprios negócios no Brasil, em comparação com 28 milhões de homens. 

Considerando que esse número era de 7,9 milhões em 2014, segundo uma pesquisa anterior do Sebrae, constatamos um crescimento de mais de 200% no total de empreendedoras brasileiras em apenas 5 anos. 

Além disso, o Brasil ocupa o 7º lugar no ranking dos países com maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais. 

Em sua maioria, elas assumem a missão de empreender sozinhas: 81% não têm sócios e apenas 19% possuem um ou mais sócios. 

Em relação às áreas de atuação das micro e pequenas empresárias, ganham destaque o comércio varejista de moda, serviços de beleza, negócios de alimentação, confecções, pequenas fábricas e atividades jurídicas/contábeis. 

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Dificuldades que as empreendedoras ainda enfrentam

Apesar das estatísticas positivas do empreendedorismo feminino, a discriminação de gênero ainda tem suas consequências no mundo dos negócios.

Apesar de terem um nível de escolaridade 16% superior, as mulheres continuam ganhando 22% menos que os homens empresários, segundo a pesquisa do Sebrae citada anteriormente.

Outro problema apontado pelo estudo é que taxa de conversão de “empreendedoras” em “donas de negócio” é 40% mais baixa, pois as mulheres têm maiores índices de desistência em relação aos homens.

Enquanto 65% deles se tornam “donos de negócio” (mais de 3,5 anos à frente da empresa), apenas 39% delas conseguem evoluir até essa fase e consolidar seu negócio.

Em relação à motivação para abrir um negócio, 44% das mulheres começam a empreender por necessidade, contra 32% dos homens — um reflexo da dificuldade em se manter no mercado de trabalho, principalmente após a maternidade. 

Além disso, é importante ressaltar que elas ainda pagam taxas de juros mais altas do que os homens (34,6% a.a. contra 31,1% a.a.), mesmo apresentando uma média de inadimplência menos (3,7% contra 4,2%).

Já a pesquisa Mulheres no conselho, publicada em 2018 pela Deloitte, mostra que apenas 8,6% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres no Brasil — no mundo todo, a proporção é de 16,9%. 

Isso coloca o país na 38º posição do ranking global de liderança feminina nas empresas.

Ou seja: mesmo com os avanços conquistados até aqui, ainda há um longo caminho pela frente até alcançarmos a igualdade plena entre homens e mulheres no empreendedorismo

Perfil da mulher empreendedora

É verdade que o talento para a gestão independe de gênero. 

Seja homem ou mulher, a pessoa que assume a liderança de uma empresa precisa ter persistência, resiliência e se dedicar ao controle financeiro, aspectos fiscais e tributários — ou será difícil alcançar o sucesso

Mas há características próprias das mulheres que ajudam a compor um perfil empreendedor com grande potencial de êxito

Afinal, o que para alguns parece fragilidade pode se mostrar uma vantagem no comando de uma empresa.

A inteligência emocional feminina é talvez o melhor exemplo, pois aparece de forma positiva tanto na facilidade de relacionamento com clientes e fornecedores, quanto no processo de tomada de decisão na empresa, em especial em situações delicadas e cenários adversos.

Nessas horas, outra qualidade que desponta é a paciência, pois agir com impulsividade no empreendedorismo raramente dá certo. 

Hoje, a tendência é adotar uma abordagem data-driven (orientada por dados) e desenvolver as competências analíticas para decidir com base em dados concretos — e não em achismos ou intuição. 

E se é de uma boa estratégia que um negócio precisa, nada melhor do que contar com uma gestora hábil, detalhista e preocupada.

E não custa lembrar da capacidade de desenvolver tarefas simultaneamente sem prejuízos entre elas. 

Em pequenas empresas, especialmente, essa é uma característica que pode ser decisiva para o crescimento do negócio. 

Os desafios do empreendedorismo feminino

Um dos obstáculos mais marcantes entre as mulheres empreendedoras é a dificuldade em obter reconhecimento e valorização.

Vamos entender melhor esse e outros desafios?

Dificuldades de ascensão

Embora haja grande expectativa quanto ao protagonismo do empreendedorismo feminino, as mudanças são lentas e a ascensão complicada.

Para começar, o discurso é bem diferente da prática. 

Segundo o Sebrae, 70% dos líderes de negócios concordam que a diversidade de gênero melhora os resultados das empresas, mas o número de mulheres em cargos de chefia não acompanha essa tendência. 

Da mesma forma, é mais difícil para as mulheres avançarem em seus negócios próprios, considerando que elas esbarram em problemas como a discriminação, sobrecarga de tarefas e até juros mais altos nos bancos.

Insegurança 

Apesar de serem mais escolarizadas (37,5% concluíram uma pós-graduação, contra 15% dos homens), as empreendedoras são menos confiantes em relação ao planejamento do negócio.

Segundo a pesquisa “Empreendedorismo no Brasil: um recorte de gênero”, publicada em 2019 pela Rede Mulher Empreendedora, 35% das mulheres acreditam que seu negócio vai dar certo, enquanto o índice é de 50% entre homens. 

Isso mostra como as mulheres precisam focar no desenvolvimento de habilidades como autoconfiança e liderança, além de mais preparo para tratar de questões financeiras e planejar a gestão. 

Lembrando que, em muitos casos, não se trata de uma desconfiança quanto às próprias capacidades, mas um receio de que o preconceito ainda seja maior do que o reconhecimento da mulher líder empresarial.

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O dilema da vida pessoal

Mulheres tendem a enfrentar maior dificuldade para se dedicar à vida profissional e conciliar a carreira com a vida pessoal

Depois da maternidade, principalmente, a jornada dupla de cuidados com os filhos e trabalho podem sobrecarregar a empreendedora e prejudicar seu desempenho, se ela não conseguir encontrar o equilíbrio.

Mas esse cenário tende a mudar, principalmente com a conscientização dos pais e maridos a respeito da divisão do trabalho doméstico e cuidado parental.

Inclusive, um dos principais motivos para mulheres escolherem o empreendedorismo é justamente a possibilidade de ter horários mais flexíveis e organizar melhor sua rotina. 

Necessidade x oportunidade

Como vimos, muitas mulheres começam a empreender motivadas pela necessidade, principalmente quando não conseguem se recolocar no mercado de trabalho após a maternidade.

Infelizmente, muitas empresas ainda discriminam mulheres que têm ou pretendem ter filhos, obrigando muitas delas a escolher entre família e carreira.

Essa realidade também está mudando aos poucos, mas, enquanto isso, elas recorrem ao negócio próprio para garantir a renda e continuar cuidando dos filhos. 

Obviamente, nós só teremos o cenário ideal quando as mulheres estiverem escolhendo o empreendedorismo por paixão e porque enxergaram uma oportunidade de mercado — e não simplesmente por que não têm outra alternativa para sobreviver.  

7 ícones do empreendedorismo feminino para você se inspirar

Agora que você conhece o cenário do empreendedorismo feminino no Brasil, está na hora de se inspirar com seus maiores ícones.

Confira a história das empreendedoras de sucesso. 

1. Luiza Trajano

É impossível falar de empreendedorismo feminino sem citar Luiza Trajano: a mulher por trás do sucesso da rede de lojas Magazine Luiza. 

Ela começou a trabalhar aos 12 anos de idade na loja de seus tios na cidade de Franca, interior de São Paulo, e chegou ao posto de CEO da Magazine Luiza em 1991. 

Não demorou para que a rede começasse a competir com gigantes como Casas Bahia e Ponto Frio, alcançando o país inteiro. 

Hoje, a fortuna de Luiza soma R$ 2,5 bilhões e ela é reconhecida pelo seu estilo único de gestão, marcado pela empatia, defesa do empoderamento feminino, proximidade com clientes e sensibilidade às causas sociais e ambientais. 

2. Eliane Potiguara

Eliane Lima dos Santos, conhecida como Eliane Potiguara, é uma professora, escritora e empreendedora indígena brasileira que merece destaque pelas suas realizações e histórico de luta pelas mulheres indígenas. 

Ela criou a primeira organização de mulheres indígenas do Brasil, a Rede Grumin de Mulheres Indígenas — e, após essa iniciativa, foi nomeada uma das “Dez Mulheres do Ano de 1988” pelo Conselho das Mulheres do Brasil. 

Durante toda a sua carreira, Eliane lutou pela educação e integração da mulher indígena na política e economia do país, e chegou até mesmo a contribuir com a elaboração da Constituição Brasileira de 1988. 

Em sua trajetória, ela passou por inúmeros fóruns nacionais e internacionais, criou cursos e cartilhas junto à UNESCO, participou da fundação do Comitê Inter-Tribal 500 Anos e ainda lançou obras premiadas como A Terra é Mãe do Índio (Grumin, 1985) e Metade Cara, Metade Máscara (Global Editora, 2004).

3. Ana Fontes

A empresária Ana Fontes foi eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil em 2019 pela revista Forbes, graças à sua dedicação em apoiar as empreendedoras do país. 

Nordestina e de origem pobre, ela usou seus erros e acertos na carreira para fundar o site Rede Mulher Empreendedora (RME), que já capacitou e apoiou mais de 500 mil mulheres interessadas em empreender.

Os serviços prestados pela rede e pelo Instituto RME são gratuitos e a renda de Ana vem das consultorias prestadas a empresas.

Dessa forma, ela conseguiu usar sua experiência profissional para mudar os rumos do empreendedorismo feminino no Brasil.

4. Camila Coutinho

Na categoria de empreendedorismo digital, a blogueira Camila Coutinho tem muito a ensinar sobre produção de conteúdo e sucesso online.

Ela está na lista das 20 mulheres brasileiras mais poderosas da Forbes em 2020, graças ao sucesso de seu blog “Garotas Estúpidas” (GE). 

O que começou como uma brincadeira entre amigas que queriam um espaço para compartilhar fofocas se tornou um negócio altamente lucrativo, com crescimento comercial de 600% só em 2020. 

Hoje, Camila é embaixadora de grifes como Jean Paul Gaultier e frequentadora das principais semanas de moda, mostrando que é possível alcançar o sucesso financeiro e pessoal como influenciadora digital

5. Adriana Barbosa

Para fechar, mais uma das mulheres poderosas da Forbes: Adriana Barbosa, empreendedora social fundadora do festival de cultura negra Feira Preta.

Ela teve a ideia de criar o festival em 2002, quando tinha apenas R$ 3 mil de patrocínio e alguns ensinamentos de empreendedorismo da avó.

A primeira edição reuniu 40 empreendedores e mais de 5 mil pessoas na praça Benedito Calixto.

Em 2019, o festival teve mais de 50 atrações, reuniu mais de 40 mil pessoas e movimentou R$ 1,5 milhão, sendo considerado a maior feira de afroempreendedorismo do país.  

Não à toa, Adriana também foi homenageada pela organização Mipad nos EUA, ficando entre os 51 negros mais influentes do mundo.

6. Rachel Maia

Rachel Maia ficou conhecida como a primeira mulher negra a ocupar o posto de CEO de uma multinacional no Brasil.

Até setembro de 2020, ela esteve à frente da grife Lacoste, e hoje preside sua própria consultoria de negócios (RM Consulting). 

Ao longo de sua carreira, liderou empresas dos setores de moda e luxo como Tiffany e Pandora, e foi reconhecida pelo estilo de gestão humanizada — o que lhe rendeu cinco prêmios “Great Place to Work” de liderança. 

7.  Muna Darweesh

Murna Darweesh é uma representante das mulheres empreendedoras refugiadas no Brasil.

Ela fugiu da guerra civil da Síria em 2013 e escolheu o Brasil por ser um dos únicos países que abriu as portas para a sua família. 

Originalmente, Murna trabalhava como professora de inglês, mas não conseguia exercer sua profissão em São Paulo devido às dificuldades para revalidar seu diploma. 

Então, ela teve a ideia de vender doces árabes tradicionais e foi aconselhada a expandir seu cardápio conforme o negócio ia dando seus frutos.

Hoje, ela comanda o Muna - Sabores & Memórias Árabes em São Paulo e trabalha sob encomenda para eventos e feiras — e, muito além do sustento, tem no seu próprio negócio um motivo de orgulho e realização

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