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China está de olho nas franquias brasileiras

Marcio Roberto Andrade Marcio Roberto Andrade | Atualizado em: 07/07/2023 | 2 mins de leitura

China está de olho nas franquias brasileiras

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Bomeny, o Brasil está maduro para receber marcas de franquias internacionais. Durante a coletiva de imprensa da 21ª edição da ABF Franchising Expo, ele disse que, atualmente, existem 106 redes internacionais no Brasil e a expectativa é que esse número cresça.

No contra fluxo, são mais de 90 redes de franquias brasileiras que estão no mercado internacional, contabilizando aproximadamente 3.500 pontos de venda. Para potencializar a presença brasileira fora do país, algumas delegações internacionais vieram conhecer as marcas brasileiras.

Chan Keng Hong, representante da China no evento e diretora executiva do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPM), esteve pela primeira vez no Brasil e na feira de franquias para analisar quais marcas seriam interessantes para o mercado chinês. Ela explica que o consumidor de Macau é internacionalizado, pois o forte do local é o turismo, principalmente por causa dos cassinos.

A dica para o empreendedor brasileiro interessado em abrir uma franquia na China é pesquisar. “Há oportunidades para todos e é o investidor que tem que verificar se o mercado é para ele”, afirma Chan.

A crise nos países europeus tem feito várias empresas realizarem o caminho inverso, migrando para países emergentes em busca de capital e expansão. De acordo com Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, redes de franquias de Portugal e Espanha são as principais em nível de interesse para abrir negócios no Brasil. No caso de países da América Latina, aparecem Colômbia, Peru e Argentina.

Para Bomemy, uma dificuldade que as redes de franquias internacionais enfrentam é que em alguns segmentos o mercado já está maduro. Entretanto, ele diz que uma solução encontrada por elas e que facilita a penetração da marca no mercado brasileiro é a compra de pequenas empresas do mesmo segmento. De acordo com Camargo, se a marca não entrar com 10 lojas, fica difícil conseguir um investidor.

Fonte: Revista Exame

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