Autofinanciamento: aumente seu capital de giro sem se endividar

Autofinanciamento em pequenas empresas

O que autofinanciamento e bootstrapping têm em comum? Ambos são termos em evidência no mundo do empreendedorismo. Nos dois casos, eles foram alçados a tal condição por remeterem a práticas que permitem tocar a empresa com recursos próprios. É esse o cenário ideal que persegue? Então, não deixe de ler o artigo até o final.

Nesta leitura, você vai ler e entender:

  • O que é autofinanciamento
  • O que é bootstrapping
  • Quando recorrer a essas práticas
  • Quais as vantagens de autofinanciar a operação
  • Quais os riscos de não ter capital de terceiros na empresa
  • Como elevar a capacidade financeira da empresa.Controle o financeiro com um sistema integrado para sua empresa

O que é autofinanciamento em uma empresa?

O autofinanciamento em uma empresa consiste na adoção de um conjunto de práticas com o objetivo de elevar a sua capacidade de aplicar recursos próprios na operação. É, como o nome indica, uma estratégia para financiar o próprio negócio, sem recorrer ao dinheiro de terceiros.

Em todas as fases de sua vida, uma empresa depende de capital para manter-se ativa, não importa qual seja a sua atividade. Para tanto, ela conta com diversas fontes de recursos, com seus prós e contras.

Naqueles momentos em que o dinheiro aperta, a atitude mais comum é buscar linhas de financiamento específicas. Embora tenham elas a proposta de taxas menores, prazos maiores e condições facilitadas de pagamento, são sempre uma forma de endividamento e, como tal, um risco para a própria continuidade do negócio.

É por isso que, quando se fala em autofinanciamento, estamos nos referindo a uma prática saudável. Você opera, paga suas contas e não depende de recursos que não sejam os seus próprios.

Obviamente, se autofinanciar exige maturidade do empreendedor, fazendo uso das melhores práticas de gestão. Muitas vezes, requer também paciência, já que um determinado investimento pode ter que ser postergado até que possa ser pago do próprio dinheiro.

Autofinanciamento em pequenas empresas

O que é bootstrapping?

Com o avanço das startups no mercado, as empresas de base tecnológica acabam dando origem a novas terminologias, que depois passam a ser adotadas por negócios de todo o tipo. Com o bootstrapping, ocorre fenômeno parecido.

O termo se refere à prática de uma empresa startup se lançar ao mercado apenas com recursos próprios, sem recorrer a investimentos externos, como ocorre tradicionalmente neste modelo de negócio, a partir de aceleradoras e investidores-anjo.

Embora guarde relação muito próxima do conceito de autofinanciamento, no bootstrapping, as dificuldades tendem a ser ainda maiores. Afinal, se tocar a empresa com o próprio dinheiro já exige grande capacidade de gestão e controle financeiro, ao começar do zero, tais necessidades são ainda maiores.

Não é por acaso que muitos projetos de startups criados a partir do bootstrapping são protelados e acabam levando mais tempo do que tradicionalmente é exigido para sua apresentação. Neste artigo publicado pelo portal da Revista Exame, o investidor-anjo e fundador da Aceleradora, Yuri Gitahy, afirma que leva no mínimo o dobro do tempo para lançar uma startup dessa forma.

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Quando o empreendedor deve pensar em se autofinanciar

Financiar a própria operação é uma estratégia que deve fazer parte do modelo de gestão de qualquer empresa, a qualquer tempo. Independentemente do momento, é muito mais vantajoso administrar o negócio sem depender de recursos externos. Mas isso não significa que não haja riscos, como veremos a seguir.

No entanto, há situações nas quais esse tipo de proposta é colocada na ordem do dia da empresa com maior frequência. No caso do bootstrapping, como já comentado, isso ocorre no momento de lançar uma startup, de modo que seus proprietários não tenham que dividir parte do seu sucesso futuro (e seus lucros) com investidores externos.

Já com o autofinanciamento, a ideia é quase sempre aumentar a disponibilidade de capital de giro, suprindo a sua necessidade sem que seja preciso buscar dinheiro em outras fontes.

Por capital de giro, não custa lembrar, se entende a quantia exigida para manter o negócio em funcionamento. É o dinheiro que financia a operação da empresa no prazo que existe entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento dos clientes.

Quanto maior for esse prazo, maior também será a necessidade de capital de giro. E se a empresa não consegue se manter nesse período de tempo sem recorrer a dinheiro de fora, esse é um sinal nada saudável para o seu futuro.

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Quais as vantagens de autofinanciar a operação

Se você entendeu os conceitos de autofinanciamento e bootstrapping, deve ter percebido que há vários pontos fortes na estratégia de utilizar exclusivamente recursos próprios no negócio. O primeiro e principal deles, é claro, está relacionado ao caixa.

Sempre que uma empresa contrata um empréstimo, não importa em quais condições, ela contrai uma dívida. Enquanto o débito não for integralmente quitado, ela se mantém endividada. Assim, todos os meses, o empresário precisa reservar parte dos seus ganhos para colocar essa conta em dia. É dinheiro que vai e preocupação que vem.

É muito diferente do que ocorre quando os projetos são financiados com recursos próprios. A necessidade de se dedicar à gestão financeira é a mesma, mas aquele valor que seria usado para pagar uma parcela do empréstimo agora pode ser reinvestido no próprio negócio. Em vez de dívida, estamos falando em investimento. Em vez de retração, crescimento.

Empresas que conseguem realizar o autofinanciamento também se preparam melhor para os momentos de crise. Afinal, diferente de outras que já entram na turbulência endividadas, ela conta com maior margem de negociação e, inclusive, não está impossibilitada de efetivamente buscar um empréstimo diante de um imprevisto, mas sem comprometer as finanças.

No pior dos cenários, se for preciso contratar crédito, o valor exigido será menor. Funcionará apenas como um complemento à gestão autofinanciada - e não uma quantia necessária à demanda integral.

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Riscos da gestão exclusiva com capital próprio

A gestão sem capital de terceiros é saudável, como acabamos de ver. Mas isso não significa que a escolha não implique em alguma renúncia. E, nesse caso, o principal risco é o de atrasar a realização de metas.

No caso de startups, por exemplo, o bootstrapping pode funcionar muito bem se a demora no seu lançamento não comprometer o próprio projeto. Para entender, basta se questionar o quão inovadora uma ideia se mantém quando não é mais a primeira a ser apresentada ao mercado.

Para essas empresas altamente tecnológicas, o tempo é sempre um fator importante e que pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso da proposta. Se o dinamismo do mercado exigir, não dá para esperar que o modelo de negócio já ajustado espere até que haja capacidade financeira própria de lançamento.

No caso de empresas já no mercado, e com outra proposta, o risco do autofinanciamento é o mesmo. Ele pode ser parte de uma estratégia para concretizar uma meta que exija rapidez. Pode ser o lançamento de um produto, a abertura de uma filial estratégica, enfim.

Todo projeto no qual houver riscos de ser superado pela concorrência exige do empreendedor ser rápido e preciso. Não basta desenvolver a melhor ideia, cuidar de todos os detalhes, mas perder o momento exato de colocá-la em prática.

Como não há solução mágica, o lucro mensal pode vir em velocidade aquém da necessária para que isso aconteça. E assim, sem contar com recursos externos, corre-se o risco de o projeto expirar antes de reunir o capital exigido.

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Como elevar a capacidade financeira da empresa

Agora, já conhecemos características do autofinanciamento, suas vantagens e riscos. Mas supondo que você queira seguir esse caminho, seja no lançamento de uma startup ou como modelo de gestão da empresa, de que forma essa estratégia pode ser colocada em prática? Vamos falar sobre as principais ações.

Negociar prazos maiores com fornecedores

Toda empresa depende de fornecedores, algumas mais, outras menos. Conforme a sua atividade, essa pode ser a principal despesa em determinados meses, inclusive. Ainda que não seja, é certamente um gasto que exige tratamento especial, o que começa pelo cautela na seleção de fornecedores.

Você precisa de opções que entreguem o que você precisa, na qualidade desejada, dentro do prazo necessário e em um preço que possa pagar, certo? Mas qual a possibilidade de estender o seu prazo de pagamento ao fornecedor? Perceba aí a importância de tê-lo como um verdadeiro parceiro do seu negócio.

O pagamento à vista costuma ser mais vantajoso, mas se ele compromete o seu capital de giro próprio, isso prejudica qualquer tentativa de autofinanciamento. Afinal, sem dinheiro em caixa, como manter a operação da empresa até que receba de seus clientes?

Negociar prazos menores com clientes

Aqui, vale o raciocínio inverso ao que acabamos de apresentar. Muitas vezes, para conquistar um cliente, você permite a ele realizar o pagamento em prestações, talvez com o primeiro boleto vencendo apenas em 30 dias. Como estratégia de atração de clientes, pode funcionar bem, mas tende a ser fatal com uma política de autofinanciamento.

Se você vende no cartão, tem a opção de recorrer à antecipação de recebíveis, ou seja, colocando a mão nos recursos oriundos dessa ferramenta antes do tempo previsto em contrato. Mas não se engane, pois essa é também uma forma de empréstimo e, como tal, cobra juros.

A alternativa parece estar mesmo nos menores prazos de recebimento direto do cliente. Para isso, ainda que seja necessário conceder um desconto planejado, o recebimento à vista garante a entrada imediata de recursos no caixa.

Mas se o cliente insistir no pagamento a prazo, tente negociar com ele vencimentos a cada 10 ou 15 dias. Afinal, aguardar 30 dias para receber o dinheiro pode levar o empreendedor a ter de pedir socorro para terceiros, o que não é o ideal.

Reinvestir o lucro em vez de retirá-lo

Se você é um empresário individual, essa é uma decisão mais fácil de ser tomada, pois depende só de você. Já se tem sócios, é preciso que haja um consenso. Mas se a política de autofinanciamento estiver bem clara na empresa, pelo bem do negócio, ninguém deve se opor.

Em empresas que praticam a distribuição de lucros, o dinheiro que sobra ao final de um determinado período de apuração vai para o bolso dos sócios. Mas se, em vez disso, ele for reinvestido no negócio, há um ganho evidente na sua capacidade financeira.

Funciona como se fosse um empréstimo, no qual o proprietário é o credor, ou como um investimento externo, no qual o “anjo” é o dono (ou os sócios). E, como todo investimento, quando bem realizado, resultará em ganhos ainda maiores - nesse caso, se materializando no crescimento do negócio ou na concretização de suas metas.

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Gestão financeira é caminho para o autofinanciamento

Você pode negociar melhor com fornecedores e com clientes, pode também reinvestir o lucro no negócio, mas tudo isso ser insuficiente para garantir à empresa a capacidade de se autofinanciar. Nesse caso, o que fazer? Onde está errando?

A verdade é que todas essas medidas são muito importantes para a efetividade da sua estratégia de gestão exclusiva com capital próprio, mas o resultado ficará abaixo do desejado se não houver controle financeiro. Em bom português, de nada adianta tal esforço se o empresário gastar muito e gastar mal.

A melhor forma de economizar e, com isso, aumentar o capital disponível, é cortar custos de forma inteligente. Tenha em mente que sempre dá para “enxugar” mais, reduzindo despesas e estancando vazamentos, que é por onde o dinheiro da empresa costuma escapar.

Para isso, você conta com dois importantes parceiros. O primeiro deles é o contador, profissional que domina a análise de receitas e despesas no fluxo de caixa e que, ao seu lado, pode projetar ajustes que reflitam positivamente nos resultados.

O segundo grande parceiro é a tecnologia. Empresários hoje ainda perdem muito dinheiro por dedicarem tempo demais a atividades burocráticas, que podem ser automatizadas. Isso sem falar na falta de sinergia entre os setores da empresa, o que também leva a perdas. Quer uma boa dica? Adote um sistema de gestão online e assuma o comando da empresa sem esforço.

Autofinanciamento em pequenas empresas

Considerações finais

Neste artigo, aprendemos mais sobre os conceitos modernos de gestão: autofinanciamento e bootstrapping. Agora, você está melhor preparado para definir quando e como tocar seu negócio com recursos próprios. Ainda que não seja essa a sua intenção, sabe que a estratégia está ao seu alcance e que o controle financeiro é a base de tudo. Planilha Fluxo de Caixa Mensal  Com esta planilha você faz o controle mensal do caixa da sua empresa Baixar a planilha agora

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