5 erros implacáveis na gestão de pequenas empresas de SP

Erros em pequenas empresas de SP

Há 19 meses seguidos, o desempenho das pequenas empresas de SP é pior do que no mesmo período do ano anterior, aponta a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada a cada 30 dias pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo. Os resultados em parte se explicam por erros comuns, porém inaceitáveis na gestão de um negócio.

Um sistema de gestão que conecta as áreas da sua empresa: do financeiro ao comercial

Números ruins para empresas paulistas

O faturamento das micro e pequenas empresas de SP teve queda de 12,7% em julho de 2016, na comparação com o mesmo mês em 2015. O dado integra a edição mais recente do levantamento Indicadores Sebrae-SP, divulgado em setembro, e confirma um cenário negativo que já alcança 19 meses consecutivos. No período recente, a redução nas receitas foi de 11,4% em junho e de 9,9% em maio, também no confronto com o desempenho de anos anteriores.

Há ainda outro dado preocupante: o faturamento apurado pelo Sebrae-SP junto às empresas paulistas foi o pior para o mês de julho desde que o levantamento começou a ser realizado, em 2004. O pior desempenho foi entre os prestadores de serviços, com recuo de 15,9%, seguido pela indústria (-11,3%) e comércio (-10,5%).

Os números mais recentes reforçam um balanço negativo. Em todo o ano de 2015, a queda no faturamento real, já descontando a inflação, foi de 14,3%, a maior desde 2002, e que representa uma perda de R$ 100 bilhões em um ano.

Onde as pequenas empresas de SP estão errando

Como vimos, o desempenho é bastante preocupante. Embora, como cita o Sebrae-SP, ele seja consequência da desaceleração da economia, da retração do consumo e da inflação acima do teto da meta, é importante que o empreendedor faça uma auto-análise, verificando onde pode estar errando e contribuindo com os resultados ruins.

Há pelo menos cinco equívocos relacionados à gestão que podem estar afetando as receitas nas micro e pequenas empresas paulistas, da mesma forma que atingem negócios em todas as regiões do Brasil. Vamos detalhar cada um deles a seguir.

1. Desconhecimento generalizado

Durante a apresentação dos números, é discurso comum entre os analistas do Sebrae-SP a necessidade de empresários conhecerem melhor o negócio e adotarem o direcionamento correto na sua condução para superar o cenário adverso.

O alerta não se dá por acaso: muitas ainda são as empresas que atuam no mercado sem conhecer seus pontos fortes e fracos, além de ignorar o que fazem os concorrentes e, o pior, sem saber ao certo quem é o seu cliente.

Para identificar quem é o seu público-alvo e o que ele deseja, permitindo oferecer soluções pontuais para as suas necessidades, uma boa ferramenta é o cadastro de clientes, que reúne informações valiosas para a elaboração de uma estratégia com o objetivo de atraí-lo e fidelizá-lo.

Na hora de entender a concorrência e aprender com ela, técnicas de benchmarking podem ser extremamente úteis para elevar a competitividade. Sua proposta é comparativa, observando as melhores práticas a partir de uma análise de mercado cujo objetivo é qualificar o que entrega ao cliente.

Já para identificar o potencial do próprio negócio, uma das melhores estratégias vem da Análise SWOT ou FOFA, em português. O objetivo é reconhecer suas forças e fraquezas atuais e oportunidades e ameaças futuras, sempre com foco na qualificação dos processos e na obtenção de resultados mais positivos.

2. Liderança esquecida

Você é o líder que sua empresa precisa e seus colaboradores esperam? Não se apresse na resposta. Por vezes, esse papel não é exatamente compreendido por quem está à frente do negócio ou até acaba relegado a segundo plano.

Acreditar que possui foco em resultados não necessariamente significa que há entendimento quanto aos objetivos e metas. O que um verdadeiro líder faz nesses casos? Ele monta uma equipe eficiente para atendimento ao que foi proposto e atua na motivação de todos em torno desse propósito comum.

Mas para que o sucesso esteja no horizonte, é preciso ir além. Incorporar valores e princípios de sustentabilidade é inadiável, assim como demonstrar possuir as competências pessoais de liderança. Sobre elas, este artigo do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) é bastante esclarecedor.

3. Ausência de planejamento estratégico

Um planejamento estratégico não é apenas um roteiro sobre o crescimento almejado. Ele funciona como um guia para a empresa, prevendo ações para os mais diversos cenários, incluindo os adversos. Na sua ausência, quando o faturamento cai, as causas parecem ser exclusivamente externas e a reação esbarra no conformismo do melhor estilo “a crise é com todos, não só comigo”.

Acredite: a falta desse instrumento pode ser a razão principal para o balanço negativo que vem enfrentando. Com ele, você poderia ver na crise uma oportunidade de mercado. Sem ele, pode ter dificuldade para simplesmente sobreviver enquanto empresa.

A boa notícia é que aqui se aplica o velho e bom ditado “antes tarde do que nunca”. Para sair do vermelho, é válido construir um planejamento estratégico cujo objetivo seja superar a crise e evitar o risco de falência por má gestão.

4. Falta de um sistema de gestão

Pequenas empresas costumam perder dinheiro por falhas em seu controle financeiro e fiscal. A simples ação de registrar todas as receitas e despesas, por menores que sejam, já permite acompanhar a realidade, traçar um diagnóstico e fazer ajustes, quando necessários.

Se isso é feito em uma planilha, aumenta o nível de organização da tarefa. Ainda assim, pode tomar um tempo que o pequeno empresário não tem e dar margem a erros que não acontecem quando os processos são automatizados, como ocorre quando um sistema de gestão é adotado.

A tecnologia está aí para dar celeridade aos controles em uma empresa, permitindo que soluções simples, baratas e intuitivas se encaixem na realidade de todo o tipo de negócio. Se é verdade que não dá para ignorar a importância dessa ferramenta, por que deixar de usar a sua versão mais vantajosa?

5. Síndrome de inferioridade

Todos os erros anteriores giram em torno de uma causa comum: o entendimento falho de que, devido ao menor porte do seu negócio, certos métodos podem ser descartados.

Pensar em qualificação como empreendedor, análise de mercado, planejamento estratégico e sistema de gestão apenas quando a crise aparece é uma postura reativa que cobra caro. É possível que o problema só seja identificado quando o estrago comprometa a continuidade do negócio. Isso sem falar na menor chance de sucesso quando os meios são implementados tardiamente.

Se você enfrenta esse tipo de situação, saiba que a estrutura enxuta da sua empresa não é desculpa para ignorar a necessidade de melhoria da gestão. Ao contrário, é justamente pelo menor porte e escassez de recursos (tempo e dinheiro) que os controles precisam ser mais rigorosos.

Um alerta a todos os empreendedores

Neste artigo, vimos que o cenário é difícil para as pequenas empresas paulistas e identificamos erros comuns que podem justificar os resultados ruins encontrados nos levantamentos realizados pelo Sebrae.

Se você está instalado em São Paulo, já tem as informações que precisa para começar hoje mesmo a reverter esse quadro. Já se a sua empresa fica em outro estado, é válido também aproveitar essas dicas. Não se engane pensando que a crise não chegou à sua região.

Em sua segunda edição, o Termômetro ContaAzul identificou que empreendedores de todo o país têm desafios de gestão muito parecidos. Entre os principais, estão:

  • Conseguir projetar o futuro do negócio - 19%
  • Ter mais tempo para fazer a gestão - 16%
  • Controlar as finanças da empresa - 16%

Que tal assumir o desafio de levar seu negócio a um outro patamar, longe da crise e mais próximo das oportunidades?

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E na sua empresa, quais têm sido os principais desafios de gestão? Comente!

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